Eduardo Braga afirma que segue ministro e apoiando Dilma Rousseff

"O Brasil precisa de soluções e eu sou um soldado que estou à disposição do País para servir com dedicação", disse Braga. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Brasília – À espera de uma decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para poder assumir o governo do Estado do Amazonas, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, disse na noite desta segunda-feira, 4, que continua trabalhando no governo e apoiando a presidente Dilma Rousseff. Apesar de seu partido PMDB ter orientado os ministros a deixarem os cargos, Braga disse que não está pressionado a deixar a Pasta.

“O Brasil precisa de soluções e eu sou um soldado que estou à disposição do País para servir com dedicação”, disse Braga ao chegar ao Ministério da Fazenda para reunião com o ministro Nelson Barbosa.

Braga enfatizou que acha que a reunião do dia 29 de março, na qual o PMDB decidiu desembarcar do governo Dilma, foi “precipitada e não deveria ter acontecido”. Sobre a divisão no partido à respeito da desocupação de cargos no governo, Braga avaliou que o partido sempre soube conviver com divergentes. “O PMDB é importante para o diálogo com o Congresso, e o Brasil não pode ficar paralisado”, completou.

Braga diz que foi à Fazenda conversar com Barbosa sobre Eletrobras

Após a divulgação no último dia 31 de um prejuízo de R$ 14,4 bilhões da Eletrobras no ano passado, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi ao Ministério da Fazenda discutir com Nelson Barbosa a situação financeira da estatal. Segundo ele a principal questão a ser debatida é quais mecanismos podem ser utilizados para se realizar aportes financeiros às distribuidoras de energia do grupo Eletrobras que foram os maiores responsáveis pelo resultado deficitário do ano passado.

“Um dos mecanismos pode ser a antecipação de formação de capital por parte da Eletrobras ou ainda a utilização de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para amortização de dívidas dessas companhias com a Petrobras”, disse Braga ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Questionado sobre a redução da capitalização da Eletrobras, prevista originalmente em R$ 5,9 bilhões, para apenas R$ 1 bilhão, o ministro disse que é preciso esperar o pagamento da segunda parcela das outorgas pelas 29 usinas leiloadas pelo governo em novembro do ano passado. No total, o leilão rendeu R$ 17 bilhões para o governo, dos quais R$ 11,05 bilhões já foram incorporados ao caixa do Tesouro e os R$ 5,95 bilhões restantes serão pagos até o fim do primeiro semestre deste ano. Segundo Braga, apesar de o orçamento do MME após os contingenciamentos anunciados pelo governo só prever R$ 1 bilhão em repasse para a Eletrobras, os demais recursos podem ser direcionados para a estatal no segundo semestre através de um descontingenciamento pela Fazenda.

Fonte: Estadão

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