Em clima tenso, candidatos propõem data e sócios de Manaus podem ficar de fora da eleição no Garantido

Eldiney Alcântara | 24 Horas

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Com divergências de ideias e um clima tenso, a Comissão Eleitoral do Boi-Bumbá Garantido 2020 definiu, juntamente, com os candidatos possíveis datas para a realização do pleito. Porém, uma possibilidade causou polêmica entre os participantes: sócios residentes em Manaus podem ficar de fora da votação.

O encontro aconteceu no hotel Amazon River e reuniu os representantes das chapas concorrentes à presidência do Boi-Bumbá Garantido. As discussões foram conduzidas pelo presidente da comissão eleitoral, Elci Simões de Oliveira Júnior. “Colocamos aqui diversas ideias. A gente sabe que é difícil manter um consenso entre todas as chapas, mas a gente, trabalhando de uma forma harmoniosa, de uma forma democrática com as chapas, consegue realizar um pleito tranquilo e justo”, disse o presidente.

Em meio a muita discussão, foram apresentadas duas datas para o pleito: dia 27 de setembro ou dia 04 de outubro. Porém, a realização depende da aprovação dos órgãos de saúde. Elci Simões esclareceu que vai oficializar as datas junto aos órgãos sanitários e de segurança como Vigilância Sanitária, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e demais autoridades. O canditado Antônio Andrade destacou que o importante é que muitos pontos chegaram a um consenso. “Mesmo aquelas coisas que houve divergências, quem perdeu na votação soube perder”, destacou.

O ponto de maior polêmica é que há possibilidade de não haver eleição em Manaus, uma vez que na capital amazonense um
Decreto Municipal (vigora até 30 de setembro, podendo ser prorrogado) impede a realização de eventos dessa natureza nessas datas. O assunto gerou discussão e polemizou. Simões garante que o caso será deliberado. “Na opinião da comissão eleitoral, é praxi a eleição em Manaus. Existem muitos sócios em Manaus e pelo uma questão de isonomia a gente tá fazendo o possível para que a eleição aconteça em Parintins e em Manaus também”, esclareceu.

Nas redes sociais, o candidato e atual vice-presidente, Messias Albuquerque, criticou os demais concorrentes que apoiaram o cancelamento do pleito em Manaus. “Irei recorrer a Comissão Eleitoral e até mesmo buscar a Justiça para que esses sócios não sejam prejudicados no seu direito mais básico”, disse Messias.

A comissão eleitoral ainda estuda o caso, porém já definiu que a eleição não vai acontecer na Cidade Garantido. Uma escola estadual ou municipal será usada, sendo o Centro Educacional de Tempo Integral, CETI, apontado como melhor local, devido suas dimensões para evitar aglomeração.

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