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Em Parintins, grupo organiza manifestação para pedir justiça por criança vítima de estupro e homicídio

Foto: Jair Carneiro.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintins (AM) – Depois dos moradores de Barreirinha saírem às ruas na quarta-feira, 25, clamar por justiça pela indígena Ana Beatriz, de 5 anos, vítima de estupro e homicídio, na aldeia Nova Vida, área indígena do município, em Parintins um grupo de pessoas também se preparam para fazer uma manifestação.

O coletivo denominado “Justiça por Ana Beatriz” programou a manifestação para domingo (29), às 16h, na Praça da Catedral de Nossa Senhora do Carmo.

O movimento recebeu o nome “Por todas nós”, motivado pelo caso Ana Beatriz que chocou a população e tem como objetivo protestar contra a violência cometida contra crianças e mulheres, além de reivindicar políticas públicas de proteção às vítimas de violência na cidade de Parintins.

O ato está sendo organizado por um grupo de universitários. Na programação instituições e lideranças terão espaço de fala.

Entenda o caso

Ana Beatriz foi raptada de casa enquanto a mãe dormia, estuprada e morta na área indígena de Barreirinha. O principal suspeito é um adolescente de 16 anos. A mãe da criança relatou que percebeu ausência da criança por volta das 2h de segunda-feira (23) quando saíram em busca da criança. O corpo da vítima foi encontrado apresentando sinais de violência sexual.

Mais dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no crime, mas foram soltos, conforme o delegado de Polícia Civil de Barreirinha, Enéas Gonçalves, por falta de provas. O menor segue apreendido e está a disposição da Justiça.

A juíza de direito titular da Comarca de Barreirinha, Larissa Padilha Roriz Penna, determinou na quinta-feira (26) a transferência do menor para Manaus suspeito de praticar atos infracionais análogos aos crimes de estupro de vulnerável, homicídio e ocultação de cadáver da criança indígena.

A transferência foi determinada pela juíza atendendo a solicitação do delegado Enéas Gonçalves de em consonância com o parecer do Ministério Público, devido a cidade não dispor de estrutura ou casa de abrigo para internação de autores de atos infracionais. O adolescente deverá ser internado provisoriamente em um Centro Socioeducativo da capital.

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