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Em Parintins, Justiça condena casal a pagar mais de 20 mil de multa após atacar jornalista na internet

Foto: Divulgação.

Gilson Almeida | 24 Horas
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“Eu recebo essa notícia da condenação do casal fake que controlava o perfil falso Tainá Xavier com o sentimento de que a justiça foi feita”, disse o jornalista e diretor-geral da Rádio Clube, Glauber Gonçalves, após o 1º Juizado Especial da Comarca de Parintins condenar Cleumara Monteverde Bentes e Valber Pontes da Silva, conhecido como Cabecinha, por difamação e injúria contra ele por meio do perfil falso Tainá Xavier no Facebook, sob pena de detenção no regime aberto e pagamento de mais de R$ 20 mil de multa . A sentença foi dada pela juíza de Direito, Larissa Padilha Roriz Penna.

Cleumara e Valber também já foram condenados pela Justiça a pagar cada um R$ 4 mil de indenização à vereadora Vanessa Gonçalves, irmã de Glauber, por danos morais, totalizando assim R$ 8 mil, com juros a partir do evento danoso. A parlamentar também foi alvo de ofensas pelos perfis falsos ‘Carlito Gonçalves’ e ‘Tainá Xavier’, ambos utilizados pelo casal. Em setembro de 2019 o casal também foi condenado a retirar a publicação ofensiva contra Vanessa de suas contas no Facebook bem como foram proibidos de fazer novas publicações com conteúdo ofensivo em relação à vereadora, sob pena de multa no valor de R$ 500,00 até o limite de R$ 5 mil. Além disso, cada um foi condenado a indenizar a vereadora por dano moral no valor de R$ 3 mil, totalizando um crédito de R$ 6 mil, com juros a partir do evento danoso.

Cleumara teve um relacionamento em união estável com o ex-prefeito de Parintins, Enéas Gonçalves, pai de Glauber e Vanessa Gonçalves.

Em 2017, Cleumara Monteverde e Valber Pontes usaram o perfil falso Tainá Xavier para tentar denegrir a imagem de Glauber quando ele e seu falecido pai Enéas Gonçalves trabalhavam no Bumbódromo na cobertura do Festival Folclórico pela Rádio Clube. Quando Glauber e seu pai foram buscar o carro, ele não se encontrava onde haviam deixado estacionado. O veículo foi encontrado em frente a empresa de trânsito com o pneu rasgado.

Com isso, o jornalista criticou o órgão de trânsito por ele não ter sido notificado onde seu carro estava. Dias depois, o perfil falso Tainá Xavier publicou nas redes sociais a foto do carro em cima do guincho com um texto tentando denegrir a imagem do profissional da imprensa. Diante disso, Glauber registrou um boletim de ocorrência na delegacia e buscou atendimento na delegacia cibernética em Manaus. Após investigação, a delegacia cibernética descobriu, por meio do IP, a autoria do perfil falso, qual celular era usado para fazer as publicações e qual operadora era utilizada.

“Você que é vítima de alguma página falsa na internet procure a delegacia cibernética em Manaus, pegue o link da página falsa, leve até a delegacia que ela vai investigar e descobrir quais são as pessoas que controlam os perfis falsos. Hoje as leis no Brasil são mais enérgicas. Recentemente o presidente Bolsonaro sancionou a lei que triplica o crime cibernético. Não pode mais ninguém se esconder em perfis falsos na internet para tentar denegrir, manchar a vida, a personalidade de qualquer pessoa porque hoje têm leis que punem essas pessoas. Nunca foi e nunca será vingança, mas sim justiça”, disse Glauber Gonçalves.

Cleumara Monteverde foi condenada a nove meses e 10 dias de detenção e 26 dias-multa, sendo meio salário mínimo em cada dia, o que equivale a R$ 14.300.

Quanto para Valber Pontes a pena foi de cinco meses e 25 dias de detenção, regime inicial aberto e 12 dias-multa, equivalente a R$ 6.600.

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