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Em Parintins, manifestantes pedem justiça pela indígena de 5 anos vítima de estupro e homicídio

Foto: Liam Cavalcante.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintins (AM) – Neste domingo (29) um grupo de universitários organizaram uma manifestação na Praça da Catedral de Nossa Senhora do Carmo, em Parintins, para pedir justiça pela indígena Ana Beatriz, de 5 anos, que foi raptada de casa enquanto a mãe dormia, estuprada e morta na aldeia Nova Vida, área indígena de Barreirinha. O crime bárbaro ocorreu na madrugada do dia 23 e chocou a população. No dia 25, em Barreirinha também houve protesto sobre o caso.

O principal suspeito é um adolescente de 16 anos que foi apreendido e determinado pela juíza Larissa Padilha Roriz Penna da Comarca de Barreirinha para ser transferido para Manaus. Mais dois homens foram presos, mas foram soltos, segundo o delegado do município, Enéas Gonçalves, por falta de provas.

O coletivo denominado “Justiça por Ana Beatriz” deu o nome ao movimento de “Por todas nós”, motivado pelo caso da criança Sateré-Mawé, com objetivo de protestar contra a violência cometida contra crianças e mulheres, além de reivindicar políticas públicas de proteção às vítimas de violência.

A avó de Ana, Flácia de Souza Bora, de 44 anos, participou do ato na Ilha Tupinambarana e diz que está revoltada pela forma que tiraram a vida de sua neta. “Nos viemos pedir apoio das autoridades porque os criminosos estão soltos, só um está apreendido. Temos certeza que os três fizeram, porém só o de menor assumiu isso e nós não aceitamos eles soltos na aldeia. Só me pergunto o porquê de tanta crueldade com minha neta. Do jeito que ela foi encontrada lá só eu sei a minha dor”, disse a indígena emocionada.

Família da vítima. Foto: Gilson Almeida.

A conselheira tutelar Ana Miranda destacou a importância da manifestação e alertou sobre os cuidados que se deve ter em relação a violência sexual contra as crianças e adolescentes em que geralmente o autor é alguém de confiança da família. “É um evento muito importante e o Conselho Tutelar não poderia ficar sem apoiar a sociedade que se manifesta contra as violências que estão acontecendo contra as nossas crianças e adolescentes e contra a mulher porque na maioria dos casos de violência contra a mulher tem sempre uma criança que sofre as consequências. Então estamos aqui para dar esse apoio e para pedir justiça por esse caso Ana Beatriz e por outras crianças que diariamente tem seus direitos violados “, frisou.

A estudante Thaís Azevedo, de 21 anos, contou que a juventude também deve fazer parte da rede de proteção das crianças, que é fundamental denunciar e observar o comportamento das crianças que podem indicar algum sinal de que está sendo violentada. “A gente sabe que muitas crianças são abusadas diariamente. Então essa mobilização ela é de suma importância para lutar por justiça pela menina que foi brutalmente assassinada. É importante, nós jovens, nos mobilizarmos e estarmos presentes na comunidade”, falou.

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