Em Parintins, mototaxista sente impacto financeiro após aumento do preço da gasolina

Foto: Jean Beltrão / Rede Amazônica.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Davi Moura, de 40 anos, mora com a esposa em Parintins. Para sustentar a família ele trabalha como mototaxista e taxista. Davi relata os impactos financeiros que sentiu com o segundo reajuste do preço da gasolina em que no município chega até no valor de R$ 6,99.

Preço da Gasolina
Foto: Jean Beltrão / Rede Amazônica.

“Para manter o mesmo padrão de atender bem as pessoas, mas com o esse aumento do combustível tem uma diferença muito grande em relação ao preço antigo das corridas de mototáxi. Estamos tentando colocar para a apreciação da Câmara dos Vereadores e do prefeito o aumento de R$ 5,00 para R$ 7,00 e ficaria livre a negociação de corridas mais distantes e quantidades de corridas para ver se a gente consegue passar por esse aumento porque tudo aumentou como o óleo, combustível, peças de manutenção, quites de transmissão, pneu, tudo isso aumentou muito”, relatou.

O trabalhador que tem dois filhos fazendo faculdade na capital conta ainda que antes do aumento do preço da gasolina ele abastecia sua motocicleta com R$ 20,00 de gasolina por dia. Após os reajustes, ele passou a abastecer seu veículo com R$ 30,00 de gasolina diariamente.

Ainda segundo o mototaxista, parte do recurso que ele adquire com as corridas, cerca de 10 a 15% vai só para a compra do combustível. Sua meta pessoal é de conseguir faturar R$ 50,00 por dia para que ele possa ter um salário de R$ 1,500,00 no final do mês. “Eu pelo menos faço uma conta bem simples. A cada R$ 15,00 a R$ 20,00 de combustível comprado para pôr na moto a gente tem um ganho que foi perdido em 10 a 15%. A gente está gastando mais combustível para fazer as mesmas corridas, para fazer o mesmo dinheiro”, disse.

A renda principal de Davi é o que ele consegue com o transporte de passageiros em sua motocicleta haja vista que trabalhar como taxista ficou ainda mais desafiador. Após o reajuste do preço do combustível, ele parou de ir para os pontos de táxi para economizar e passou a atender exclusivamente pelo celular.

Davi conta ainda que os maiores movimentos para os taxistas em Parintins são no porto e aeroporto. No entanto, o porto da cidade, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), está interditado devido o comprometimento de estrutura física. Desta forma, as embarcações estão atracando em portos particulares onde os taxistas têm que pagar uma taxa para entrar e isso interfere no preço da corrida.

O mototaxista que no período mais crítico da pandemia ficou cinco meses sem trabalhar, agora com os baixos índices de covid-19 no município, seu desafio é de tentar driblar o aumento do preço da gasolina para continuar prestando um bom serviço à população e garantir o sustento da família.

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