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Embrapa doa manivas de mandioca ao Idam para serem usadas como transferência de tecnologia aos produtores

Foto: Alexsandro Moreira de Lima

Material propagativo de cultivares de mandioca recomendadas pela Embrapa Amazônia Ocidental para plantio no Amazonas foram doadas ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) para que sejam multiplicadas e em 2021 sejam implantadas unidades demonstrativas em municípios no interior do Estado, como parte do processo de transferência de tecnologia aos produtores de mandioca. A ação faz parte de cooperação técnica entre Embrapa e Idam para atender a cadeia produtiva de mandioca no Amazonas.

Inicialmente será preparado um jardim clonal, que consiste em uma área de cultivo a partir de clones de materiais selecionados que servirá para multiplicação de manivas-semente. Para a formação desse jardim clonal de mandioca a Embrapa fez a doação de aproximadamente 1.500 ramas para a preparação de manivas-semente das cultivares Aipim Manteiga e BRS Purus.

A entrega dos materiais foi realizada na quinta-feira, 17, pelo chefe da Embrapa Amazônia Ocidental, Everton Cordeiro, ao coordenador do projeto prioritário de mandioca no Amazonas, Suzamar Santos, representante do Idam. Foram entregues 72 feixes, sendo 46 da cultivar de mandioca BRS Purus e 26 da cultivar de macaxeira Aipim-manteiga. Cada feixe reúne entre 20 a 25 ramas, de onde serão retiradas as manivas-semente para o plantio.

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, João Ferdinando Barreto, que trabalha com a cultura da mandioca, faz a estimativa que a quantidade do material doado permite implantar lavouras de, aproximadamente, 9.200 metros quadrados da BRS Purus e de 5.200 metros quadrados da macaxeira Aipim-manteiga.  Comentando sobre as características das cultivares,  o pesquisador diferencia que a Aipim-manteiga destina-se ao consumo de mesa (macaxeira), enquanto a BRS Purus é mandioca para produção de farinha, goma e fécula. Segundo o pesquisador, a BRS Purus apresenta alto teor de amido que a caracteriza como boa produtora de goma e bom rendimento para farinha. Ambas são recomendadas para plantio em terra firme, no Amazonas. “Todas são altamente produtivas em raízes, com resultados muito bons verificados em vários municípios”, afirma Ferdinando.

O chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da  Embrapa Amazônia Ocidental, Inocencio Oliveira, destaca que a parceria com Idam para multiplicação e divulgação dos materiais genéticos da Embrapa é muito importante, por viabilizar que esses materiais que são de boa produtividade e resistentes a diversas doenças possam chegar ao agricultor no interior do Estado.

O extensionista do Idam , Suzamar Santos, informa que o plantio inicial servirá para formar a unidade de produção de manivas-semente a ser implantada na fazenda experimental da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que também tem um acordo de cooperação técnica com o Idam.

A partir desse campo de multiplicação serão gerados materiais propagativos a partir de mudas selecionadas, sadias e mais produtivas, que irão formar novos plantios no interior do Estado, e por sua vez servirão como unidades demonstrativas tanto para apresentar as cultivares recomendadas pela Embrapa como para demonstrar na prática orientações e informações do sistema de produção, por meio de cursos para técnicos e agricultores.

A previsão é que essas unidades demonstrativas sejam implantadas a partir de setembro de 2021, segundo informou o representante do Idam. O projeto prioritário da cadeia produtiva de mandioca no Amazonas contempla 31 municípios das calhas dos rios Solimões, Madeira, Purus e Juruá. A expectativa é que cada município tenha uma unidade demonstrativa e a partir das capacitações sejam multiplicados mais materiais para atender aos agricultores.  “Com esses materiais que a Embrapa está disponibilizando, o Idam  quer  levar material vegetativo de boa qualidade para o interior  para melhorar a produtividade dos plantios de mandioca e a qualidade dos produtos”, afirma o representante do Idam.  “A maioria dos produtores  trabalha com manivas de baixa produtividade e que têm problemas com doenças”, informa Santos. O coordenador do projeto prioritário de mandioca no Amazonas  acrescenta que, pelo projeto, está previsto até 2022 capacitar técnicos e produtores, dos municípios envolvidos, também no beneficiamento da mandioca e boas práticas para produção de farinha.

Síglia Souza (MTb / 66 AM)
Embrapa Amazônia Ocidental

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