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Equipes do Batalhão de Choque de Manaus inspecionam invasão no Pascoal Alággio e Lady Laura

Uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Amazonas chegou por volta das 20h desta segunda-feira (08) via área a Parintins para fazer o reconhecimento e levantamento da área ocupada irregularmente nos loteamentos Pascoal Alággio e Lady Laura.

Segundo informações, a equipe especializada em reintegrações de posse é comandada pelo Capitão Richard, o qual veio orientado a não conceder entrevistas, apenas a autoridade maior da PM poderá informar sobre o trabalho dos militares. Eles se apresentarão na manhã desta segunda-feira (09) ao Comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar de Parintins.

Para que os militares do Batalhão de Choque da PM viessem a Parintins, duas reuniões aconteceram em Manaus com a participação das partes que estão com as áreas de terras ocupadas e membros do comitê de gerenciamento de crises (GGI) para reduzir o tempo e recursos no planejamento, bem como a execução da operação de retirada dos invasores.

Batalhão age com medidas de ordem pública em situações extremas, entre elas, reintegrações de posse em invasões com um efetivo de 70 homens treinados para situações extremas.

O GGI é um instrumento importante e eficaz na solução de problemas comuns à sociedade, que antes eram feitas isoladamente, e com pouco resultado. Opera por consenso, sem hierarquia e respeitando a autonomia das instituições que participam do colegiado.

Na manhã desta segunda-feira (01) membros da Associação de Moradores da Invasão do Loteamento Pascoal Alággio estiveram na Câmara. Em contato com a reportagem disseram que vão permanecer no local.

No último dia 20, a Justiça através do juiz de direito Fábio César Olintho, que responde cumulativamente pela 2ª Vara de Justiça de Parintins, concedeu “Tutela Provisória de Urgência” determinando aos demandados ou outros invasores da área inicial de avançarem sobre o restante do imóvel pertencente à Família Esteves no Loteamento Pascoal Alággio.

O juiz Fábio Olintho determina que caso haja instalações no local, autoriza a remoção e, caso impossível a sua destruição. Para o cumprimento da ordem foi requisitado aparato policial, devendo os policiais militares ou segurança permanecerem no local, cercando-o, por pelo menos 3 dias.

No despacho, o juiz cita que é verdade que ocorrem com freqüência invasões no município, que originam após consolidadas, bairros e aglomerados sem os mínimos cuidados por parte da municipalidade, citando como exemplo, a invasão de 1990 (Itaúna I e II), 1997 (Paulo Corrêa), 2011 (União), 2015 (Gleba de Vila Amazônia) e 2016 (Lady Laura, Castanhal e Pascoal Alággio), não podendo afirmar se existe ou não de fato uma indústria de invasão no solo parintinense.

Por Fernando Cardoso

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