Ericky Nakanome o artista apaixonado pela tradição do boi Caprichoso

Ericky Nakanome, artista do Boi Caprichoso. Foto: Katiúscia Ferreira

Artista, professor e Gazumbá, Ericky Nakanome afirma que o Caprichoso será o boi da superação

Katiuscia Ferreira | 24 horas

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Parintins (AM) – Ele é parintinenses. Tem os olhos puxados por ser descendente de japoneses. É artista, professor do curso de artes visuais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e sua formação começou na escolinha de arte do boi Caprichoso. Falamos de Ericky Nakanome um artista apaixonado pela tradição dos bois de Parintins, em especial pelo boi da Francesa e do Palmares.

Se Parintins é a cidade da arte e do folclore. O boi Caprichoso foi a universidade do menino morador da Santa Clara. Ele cresceu ouvindo as histórias de quem doou sua vida para confeccionar fantasias, para divulgar o touro negro e fazer o bumbá azul um dos ícones da cultura popular desse povo. Todos movidos pela paixão de brincar do boi.

O artista também é professor da Universidade Federal do Amazonas. Foto: Katiuscia Ferreira.
O artista também é professor da Universidade Federal do Amazonas. Foto: Katiuscia Ferreira.

Nos moldes atuais a tradição nem sempre se mantém em alguns setores do Festival de Parintins. E a tradição do boi Caprichoso é uma das marcas que o professor briga, discute e se for possível vai às últimas consequências e não é exagero.

O artista concentrado na execução do Trabalho. Foto: Katiúscia Ferreira.
O artista concentrado na execução do Trabalho. Foto: Katiúscia Ferreira.

Em 2016 ele será responsável pelo vestido da Sinhazinha Adriane Viana de uma das noites, além do auto do boi com pai Francisco, mãe Catirina, Gazumbá, Manguimã e o curumim da francesa. “Trata-se da família inteira que acompanha o boi, que essa é a minha paixão que e cuidar da parte da tradição do boi”, ratifica.

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Além disso, Ericky é um artista perfeccionista. “Sou muito detalhista. Enquanto estiver na minha mão eu gosto de estar aperfeiçoando, a gente tem que ter cuidado com o peso, com a poluição visual, mas acho que quando você se apaixona pelo trabalho você se empolga e não para. Então a três dias pro festival são mais três dias de detalhes e coisas que a gente vai fechando e organizando até apresentação do boi na arena”, disse.

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Crise

E mesmo com o ano atípico provocado pela crise financeira Nakanome não aceita o Caprichoso inferior aos padrões de grandes apresentações que sempre mostrou. “O boi Caprichoso busca dentro desse momento a superação. E será um boi que vai encantar os olhos pela criatividade”, aponta.

Ele reconhece que muitas coisas do projeto foram mudadas em virtude da falta de recursos, mas a nação azul e branca tem sido incansável na colaboração com o bumbá. “Os próprios torcedores estão doando materiais. Colaborando com o almoço, o jantar, nossa cozinha está de portas abertas”, conta.

Trabalhador voluntário. Foto: Katiúscia Ferreira
Trabalhador voluntário. Foto: Katiúscia Ferreira

Ele afirma também que muitos dos trabalhadores são voluntários. “As pessoas estão se doando em todas as equipes. Acredito que 40% é mão de obra voluntária, a minha equipe, por exemplo, tenho dois funcionários, o restante é voluntário, então com essas diversidades, o boi acaba se unindo um pouco mais, a gente sente uma superação política, a gente percebe uma superação ideológica e isso acaba unindo mais o boi para gente chegar ao titulo de campeão”.

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Gazumbá

O Artista Ericky Nakanome também é um dos personagens do auto do boi. Mas ainda não pode exagerar nas coreografias uma vez que ainda está na fase de recuperação de uma cirurgia. Ele assegurou que já tem autorização do médico para arena do bumbódromo.

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