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Estrelas KSN

Figura 01: Concepção artística do Telescópio Espacial Kepler. Créditos da imagem: NASA.

Na figura 01 vê-se o Telescópio Espacial Kepler, lançado em 06 de março de 2009, o Kepler dedicou-se nos últimos três anos a fotografar um conjunto de 50 bilhões de estrelas. Em princípio, Kepler estava a buscar sinais de grandes explosões que marcam a morte estelar, fenômeno denominado supernovas.

Porém, somente em 2011 que o telescópio espacial Kepler captou a explosão de duas supergigantes vermelhas, a saber: KSN2011a (que está aproximadamente 700 milhões de anos-luz da Terra e tem um tamanho quase 300 vezes o tamanho do Sol) e a KSN2011d (que se encontra  a 1,2 mil milhões  de anos-luz da Terra e  tem um tamanho de aproximadamente 500 vezes o tamanho do Sol). Só para termos uma noção do quão grande é o tamanho das supergigantes vermelhas: a órbita da Terra em torno do Sol caberia com folgas dentro de qualquer uma dessas estrelas.

Figura 02: Comparação entre o nosso Sol e uma estrela tipo-KSN. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins - NEPA/UEA/CNPq.
Figura 02: Comparação entre o nosso Sol e uma estrela tipo-KSN. Crédito da imagem: Planetário Digital de Parintins – NEPA/UEA/CNPq.

 

Figura 03: Concepção artística da órbita da Terra em torno do Sol, supondo que a mesma fosse circular caberia com sobras dentro de qualquer uma das estrelas KSN.
Figura 03: Concepção artística da órbita da Terra em torno do Sol, supondo que a mesma fosse circular caberia com sobras dentro de qualquer uma das estrelas KSN.
 Figura 03: Comparação da órbita da Terra em torno do Sol supondo que a órbita fosse circular. Vale lembrar que essa representação é meramente simbólica e foi colocada aqui para mostrar o quanto as estrelas tipo-KSN são grandes. De facto, a órbita da Terra em torno do Sol é elíptica, onde o Sol ocupa um dos focos da elipse. Créditos da imagem: Planetário Digital de Parintins-NEPA/UEA/CNPq.
Figura 03: Comparação da órbita da Terra em torno do Sol supondo que a órbita fosse circular. Vale lembrar que essa representação é meramente simbólica e foi colocada aqui para mostrar o quanto as estrelas tipo-KSN são grandes. De facto, a órbita da Terra em torno do Sol é elíptica, onde o Sol ocupa um dos focos da elipse. Créditos da imagem: Planetário Digital de Parintins-NEPA/UEA/CNPq.

O Telescópio Espacial Kepler usou tecnologia que lhe permitiu visualizar uma onda de choque de uma supernova no momento em que a onda de choque chegou à superfície da estrela.  Em nível de curiosidade, a liberação da onda de choque por completo dura no máximo 20 minutos, e por isso, capturar um “rastro” desta energia é comemorado por astrónomos, haja vista que não se sabe onde e quando outra supernova irá explodir. Eis o motivo pelo qual o Kepler necessita monitorar o céu de maneira sistemática e contínua.

Com os dados do Kepler, os astrónomos inferiram que apesar de ambas as supergigantes vermelhas liberarem uma quantidade colossal de energia, somente na maior delas foi observada a libertação de ondas de choque. Desta maneira, crê-se que a explicação para este fenómeno esteja no excesso de gás que a estrela maior possui ao seu redor.

Nós já falamos sobre isso, e repetimos, todos os elementos pesados no Universo são produzidos através de explosões de supernovas. E para entendermos a agonia explosiva da morte estelar, precisaremos aguardar estudos futuros. Neste caso, as esperanças sobrecaem sobre Kepler e k2, ambos da NASA.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, membro da AIU, membro da PLOAD, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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