Estudantes do Ceti de Novo Airão realizam primeira Feira de Química

Atividades reuniram mais de 400 pessoas da comunidade escolar

Colocar a teoria em prática, despertar nos estudantes a curiosidade científica, treiná-los na utilização da metodologia científica baseada na realidade cotidiana por eles vivenciada. Esse é objetivo da I Feira de Química da Escola Estadual de Tempo Integral Danilo Mattos Areosa, localizada no município de Novo Airão (a 115 quilômetros de distância da capital).

A feira reuniu cerca de 400 pessoas e teve como temas abordados o mundo das substâncias, passando por substratos de plantas medicinais, química gastronômica, farmacologia e as substâncias orgânicas com suas nomenclaturas e composições.

De acordo com a coordenadora regional de Educação, Neliany Castro de Menezes, a feira busca rever os conteúdos elencados nas provas externas, como o Processo Seletivo Contínuo (PSC). “Esta é uma forma mais lúdica de se aprender, pois põe em prática os assuntos estudados durante o ano letivo de forma mais aprofundada, por meio das experiências químicas, produção de trabalhos em maquetes e outros”, disse.

Os estudantes usaram materiais como refrigerante, água sanitária e sal de cozinha para mostrar aos visitantes a substância química de cada produto, bem como suas reações e a composição.

A estudante Shirliandrey Silva, de 16 anos, que junto com a sua equipe apresentou o experimento “Tinta Invisível”, destacou a experiência como importante para o aprendizado.

“Nós usamos o amido de milho (maisena), e o iodo. O iodo é um ótimo indicador da presença do amido, quando misturamos os componentes, o iodo entra na molécula do amido e é criado um complexo químico que tem coloração azul intensa. Às vezes é tão forte que fica violeta ou roxo. Para revelar a tinta invisível, você só vai precisar diluir um pouquinho da tintura de iodo na água e passar sobre o escrito”, explicou Alice.

Outro experimento apresentado durante a Feira foi a “Cachoeira de Fumaça”, pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio. Joicyane Rodrigues, 17, que compôs a equipe, explicou o resultado da fumaça ao trocar calor com canudo.

“Durante a nossa apresentação, mostramos que a fumaça, trocando calor com um canudo de papel, diminui sua temperatura, aumentando sua densidade. Por meio da força gravitacional, a fumaça se acumula na parte inferior de uma garrafa. Além da diminuição da temperatura, a fumaça absorverá a umidade do papel, tornando-a mais ‘pesada’, formando assim uma espécie de cachoeira”, conta.

A estudante falou ainda sobre a importância de iniciativas como esta dentro unidade de ensino. “Nós ficamos muito contentes, pois percebemos uma troca de conhecimento entre alunos e participantes. A nossa escola nunca havia recebido uma mostra dessa grandeza, e isso com certeza trouxe bastante benefício aos estudantes, visto que é uma forma de dinamizar os estudos, o que facilita a assimilação do conteúdo”, disse.

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