Estudo aponta maior empregabilidade para graduados pós-pandemia

Gerente acadêmica da Faculdade Estácio do Amazonas, Adriana Borges, comenta que formandos já saem empregados no mercado de trabalho

Mesmo com um em cada seis jovens, entre 18 e 29 anos, ficando desempregado no mundo em decorrência da pandemia, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Semesp (Revista do Ensino Superior) projeta empregabilidade maior por nível de instrução, pós-pandemia.

Na perspectiva apresentada, os números de vínculos empregatícios deve diminuir 14,7% e 5,3% para quem tem ensino fundamental e médio, respectivamente, o percentual deve cair apenas 1,3% para quem possui ensino superior completo, mantendo-se praticamente estável.

Aqui no Brasil, antes do vírus, a taxa de desemprego do grupo de 18 a 24 anos (IBGE) era de 27,1%, bem acima da média nacional que estava entre 12,2%.

Para especialistas, essa é a faixa mais sensível do mercado, pois são os jovens que acabaram de ingressar e perdem o emprego mais facilmente. Um dos caminhos para manter o trabalho durante períodos mais difíceis é investir em educação, quanto maior a escolaridade, menor a chance de ser afetado.

Quando a economia vai bem, a disputa por profissionais qualificados eleva a remuneração e em tempos de crise, o nível de escolaridade minimiza os riscos do desemprego. A chance de desemprego é quase 50% menor para as pessoas com nível superior completo em relação às pessoas com nível fundamental ou médio completos.

Considerando a média dos quatro trimestres do ano de 2019, a taxa de desocupação foi de 13,5% para quem tem nível fundamental, 13,3% para quem tem nível médio e 6,1% para quem tem nível superior.

Ou seja, a chance de ficar desempregado é 2,20 vezes maior para as pessoas com ensino fundamental em relação às pessoas com ensino superior; e 2,17 vezes maior para as pessoas com ensino médio em relação às pessoas ensino superior.

Graduação no Amazonas

Segundo a gerente acadêmica da Estácio do Amazonas, Adriana Borges, o benefício de quem investe na graduação neste período é ‘sair na frente’ quando a economia voltar a aquecer e as empresas buscarem recontratações decorrentes de desligamentos que porventura ocorreram devido à pandemia. “É fato que este momento irá passar e quem melhor se preparar, terá melhores oportunidades, como mostra a pesquisa inclusive”, explicou.

Questionada sobre a empregabilidade correlacionada à pós-graduação, Adriana é enfática ao dizer que a grande maioria dos alunos que possuem especialização já saem com emprego, principalmente nas áreas da saúde, em que muitos alunos já realizam a colação de grau com a possibilidade de efetivação nas empresas. “Situação bem diferente de quando ingressam, onde a maioria ou está desempregado, vínculo informal de trabalho ou ocupam funções de nível médio e sem conseguir progredir na carreira devido à falta de formação”, acrescentou.

Estácio do Amazonas oferta mais de 20 cursos de graduação presencial e mais de 70 na modalidade EaD. Sobre os cursos de maior procura, na instituição, a especialista em educação superior elenca Direito, Fisioterapia, Enfermagem, Biomedicina, Administração e Ciência da Computação.

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