‘Eu uso minha música como ferramenta de luta, resistência e política’, afirma líder indígena Djuena Tikuna

Eldiney Alcântara | 24 Horas
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Durante a live “Diálogos Afro-Indígenas”, promovida pelo Instituto Cultural Ajuri, INCA, a cantora, jornalista e líder indígena, Djuena Tikuna, destacou o movimento dos povos indígenas no Brasil e mostrou que uma de suas ferramentas de luta é a música. Em uma longa entrevista, ela relatou as ações que desenvolve no país em busca de conscientização e respeito ao estilo de vida dos povos nativos e a importância de preservar a natureza.

Djuena é artista, militante da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e ativista conhecida internacionalmente. Recentemente, participou do documentário “Falas da Terra”, exibido na rede Globo de Televisão. Ela criticou o fato do indígena ser lembrado somente no mês de abril, por conta do dia 19, considerado Dia dos Povos Indígenas. “Todos os dias são dias de luta”, exaltou. Ela citou ainda o movimento Terra Livre, em Brasília, que busca políticas e soluções às causas indígenas.

Como cantora, Djuena ressaltou a importância da cultura e do uso da música como ferramenta de conscientização. “A gente tenta lutar e mostrar para o povo brasileiro a importância de lutar pelo meio ambiente. Eu uso minha música como uma ferramenta de luta, de resistência. É a minha maneira de fazer política”, explicou.

O evento virtual foi comandado pelo gestor e produtor cultural, Marcos Moura, que usou a temática “A música como instrumento de luta” para esta primeira live do projeto. Ele informa que ao longo do ano serão exibidas várias entrevistas com personalidades e lideranças de movimentos negros e indígenas do país.

Para Marcos Moura, a realização desses debates se fazem importantes, uma vez que o mundo atravessa um difícil período, em especial para classes minoritárias que precisam de apoio. É um momento muito difícil e desafiador que nós não-indígenas devemos nos irmanar pela causa, já que nós decantamos tanto no festival de Parintins dos povos indígenas, nada mais legítimo do que somar forças, intercambiar ideias de resistência. Então, foi uma honra muito grande receber essa artista talentosa”, concluiu Moura.

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