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Europa repercute as acções do NEPA/UEA/CNPq em Parintins

Fig. 01: Observação do Sol / Crédito: NEPA/UEA/CNPq; CEIS (Ilha do Saber)

Como é do conhecimento do povo amazonense, há no Estado do Amazonas um grupo de pesquisa especializado em Astronomia, o qual se denomina Núcleo de Ensino e Pesquisa em Astronomia – ou simplesmente- NEPA/UEA/CNPq.

O NEPA/UEA/CNPq cuja sede é em Parintins tem como líder, o astrofísico e astrónomo, Dr. Nélio Martins da Silva Azevedo Sasaki.

Desde o início de suas actividades o NEPA/UEA/CNPq sempre buscou evidenciar os diversos saberes do povo amazonense na área de Astronomia, em particular a Astronomia Indígena. Porém, engana-se quem pensa que no Amazonas só falamos de um dos ramos da Astronomia. Há tempos a Europa tem acompanhado as acções do NEPA/UEA/CNPq na região norte do Brasil e, em especial no Amazonas. No ano passado, a União Astronómica Internacional (UAI), juntamente com a UNESCO, enalteceram a importância das acções sócio-educativas do NEPA/UEA/CNPq – que ficou entre os 50 melhores projectos a nível mundial.  A consequência de tal feito, fez com que Parintins entrasse oficialmente para o mapa da Astronomia internacional. Actualmente, o Planetário Digital de Manaus e Parintins – NEPA/UEA/CNPq são os representantes do Brasil na selecta equipa da UAI.

Este ano as acções estão a acontecer. E apesar da crise económica mundial, o NEPA/UEA/CNPq tem cumprido as actividades planeadas. Uma delas foi o trânsito de Mercúrio. Uma marca registada do NEPA/UEA/CNPq é a trinca Ensino/Pesquisa/Extensão Universitária, o que culminou em parceria com o Centro de Educação Ilha do Saber (CEIS). O projecto “Conhecendo o Sol” foi realizado com os seguintes  objectivos: a) levar os estudantes, aqui denominados astrónomos-mirins, a realizarem um reconhecimento da única estrela do Sistema Solar; b) acompanhar a passagem do planeta Mercúrio entre o Sol e a Terra; c) certificar a existência de manchas solares e explosões solares.

Fig02: Países com projectos internacionais.
Fig02: Países com projectos internacionais.

A UAI e a UNESCO fiscalizaram todas as actividades, acima se encontram as fotos dos locais que apresentam projectos vistoriados por essas entidades. A repercussão alcançou toda Europa. Porém, em França ficou sublinhado a importância de Parintins ser o único município brasileiro presente neste evento que consta no calendário da Astronomia internacional. Quando questionado, o líder do NEPA/UEA/CNPq afirmou que: “Evidentemente é uma grande alegria para nós e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade estar a representar o Brasil em eventos internacionais.” Já Portugal sinalizou para a necessidade de se promover a expansão e consolidação do NEPA/UEA/CNPq. Diga-se de passagem, o NEPA/UEA/CNPq é o grupo de pesquisa em Astronomia mais promissor dos países lusófonos, quando se compara a produção do mesmo versus a idade da instituição. Espanha também foi outro país que classificou as acções do NEPA/UEA/CNPq como fundamentais para o desenvolvimento da Astronomia brasileira e sinalizou para que haja uma integração do mesmo com a região latino-americana, a levar em consideração a proximidade do Amazonas com os vizinhos brasileiros.

“O povo amazonense é por natureza um povo pioneiro!” – afirmou Dr. Nélio Sasaki, referindo-se às pessoas que contribuíram para que o NEPA/UEA/CNPq pudesse chegar onde está. O NEPA/UEA/CNPq ainda está a engatinhar, porém, temos muito que agradecer, por exemplo: o Governo do Amazonas e a FAPEAM inovaram ao acreditar em uma proposta de Ensino/Pesquisa/Extensão que atravessou as fronteiras do Estado do Amazonas, tomou conta do Brasil e hoje, alcançou o mais alto posto em cenário internacional. A UEA também tem grande parcela nestes resultados, não foram vãs as parcerias e acordos firmados com outras Instituições de Ensino Superior extrangeiras. Crescimento académico se faz com pensamento voltado para o sucesso de nossos futuros alunos. As SEDUCs e SEMEDs, e aqui eu me refiro a todos os profissionais da Educação amazonense, mostraram-se comprometidos com a qualificação dos docentes e formação de excelência dos seus alunos. Olhar o NEPA/UEA/CNPq é o mesmo que olhar para a história construída pelo próprio amazonense, pelas famílias que acompanham seus filhos nas escolas e os incentivam ao estudo de Astronomia; é ser aberto à descoberta do mundo que nos rodeia abrir sinal verde para as perguntas e imaginação; é buscar compreendermos a nós mesmos e nossa casa – o planeta Terra. – Sublinhou o líder do NEPA/UEA/CNPq.

O projecto “Conhecendo o Sol” foi possível, também, graças ao comprometimento e empenho dos profissionais do Centro de Educação Ilha do Saber (CEIS). É muito gratificante fazer parte da construcção do conhecimento daqueles astrónomos-mirins.

Na próxima semana, o NEPA/UEA/CNPq estará a encaminhar um relatório para o comité internacional de Astronomia. Independentemente do resultado, nós já ganhamos – avalia o pesquisador Dr. Sasaki. Pois, a UNESCO e a UAI cumpriram seus papeis através das acções do NEPA/UEA/CNPq. “Gostaríamos de ter uma estrutura que nos possibilitasse ser mais atuantes e, assim, abranger muito mais estudantes e professores. Uma estrutura que pudéssemos ofertar Astronomia para as famílias, turistas, etc. Actualmente, as nossas acções estão na dependência e apoio da comunidade amazonense que nos tem apoiado e incentivado. A impressão que se tem é que um grupo pequeno de pessoas está satisfeito em ver Parintins ser lembrada no exterior como a capital do Folclore. Esquecendo-se que neste mês de maio, a Europa se lembrou de Parintins, não pelos seus bois e sim pela qualidade das actividades sócio-educativas que são desenvolvidas aqui. Tão importante quanto valorização do (e luta pelo) folclore e Festival de Parintins é também a valorização e luta de nossos estudantes, professores, e cada um daqueles profissionais da Educação amazonense que estão a contribuir para um Ensino de qualidade, para um mundo melhor para nós e nossos filhos. Por isso, estamos muito felizes em ter alcance internacional – o que não é permitido a qualquer projecto – antes mesmo o NEPA/UEA/CNPq passou por uma rigorosa avaliação. E nos sentimos muito honrados em dizer a todos os países que Parintins é muito mais que uma ilha no interior do Amazonas. Somos sim Folclore, somos sim Boi-Bumbá (seja Caprichoso, seja Garantido), mas também somos Ciência e Tecnologia que alcançamos através das acções de Astronomia. Os factos estão aí, inexplicavelmente uma minoria entende que seria impossível que qualquer acção (seja do Boi-Bumbá, seja do NEPA) tivesse abrangência internacional. O vergonhoso é sermos respeitados no exterior e para espanto dos europeus, somos esquecidos por essa mesma minoria. É nesse momento que entra a vocação do povo amazonense: o pioneirismo. É graças ao reconhecimento de cada pai, mãe e aluno que o povo não deixa cair no esquecimento tudo que tem sido construído em prol de Parintins, do Amazonas e do Brasil. O Amazonas é o gigante da região norte em Folclore. E também o é em Astronomia. Esse legado foi construído pela maioria, por pessoas que almejam ver o Estado do Amazonas sempre a crescer.” -ponderou Dr. Nélio Sasaki.

Dr. Nélio Sasaki – Doutor em Astrofísica, Líder do NEPA, Membro da AIU, Membro da ST/Brasil, Membro do PLOAD/Brasil, Membro da SAB, Membro da ABP, Membro da SBPC, Membro da SBF, Revisor da Revista Areté, Revisor da Revista Eletrônica IODA, Revisor ad hoc do PCE/FAPEAM, Coordenador do Planetário Digital de Parintins, Coordenador do Planetário Digital de Manaus, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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