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Exposição indígena Sateré-Mawé marca passagem do Dia do Índio em Parintins

Evento foi realizado Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a AmIC, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT)
Trançados indígenas, entalhes em madeira, adornos e simbologia do povo Sateré-Mawé fazem parte da exposição “Arte Poranga Nativa”, aberta ao público no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), de quarta-feira, 19, até, quinta-feira, 20 de abril.

O evento foi organizado pela Incubadora Amazonas Indígena Criativa (AmIC), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura (Semctur). A abertura da exposição marcou a passagem do Dia Nacional do Índio no município de Parintins.

O secretário municipal de cultura, Tony Medeiros, e o artesão indígena, Douglas Sateré, responsável pelo empreendimento “Arte Poranga Nativa”, abriram o evento, com cântico tradicional do ritual da tucandeira. “O índio é a base da formação étnica do povo brasileiro. Nós temos uma dívida bastante grande em relação aos povos indígenas. 19 de abril é um dia de reflexão, de busca de direitos como cidadãos brasileiros e de deveres do município, do Estado e do país com as nações indígenas”, destacou.

O secretário de cultura foi enfático em dizer que Parintins abriga um pedaço da reserva indígena Sateré-Mawé e é o único povo a resistir no município. “Temos também aqui os indígenas Way-Way e Heskaryana, já na parte do alto rio Nhamundá. Nós precisamos investir mais realmente em políticas públicas direcionadas às crianças, jovens, adultos e idosos indígenas. A produção artesanal indígena é riquíssima, de um valor inestimável. Então, hoje é dia de celebrar todas as nações e refletir sobre a causa indígena”, frisou.

Douglas Sateré destaca a relevância da exposição voltada para a valorização indígena. “A exposição mostra que os índios existem e tem potencial de vencer qualquer obstáculo na vida. Por isso, fazemos essa exposição na Semana do Índio, justamente neste dia 19 de abril. Graças ao curso da AmIC, temos uma pequena empresa chamada Arte Poranga Nativa, que tem trabalhos indígenas como entalhe em madeira, sementes e pinturas, de resgate da tribo Sateré-Mawé. Hoje, conquistamos um espaço, viajamos e acredito que as portas vão se abrir cada vez mais”, ressaltou.

De acordo com a pesquisadora da AmIC, Mayara Lima, a incubadora assessora empreendimentos criativos para se desenvolverem economicamente e caminharem por conta própria. “Para que se tornem sustentáveis em todos os sentidos: econômico, sustentável e social. A iniciativa da exposição é da Secretaria de Cultura e a Incubadora AmIC colabora com a organização do evento, por trabalhar com empreendimentos criativos indígenas. O objetivo é a valorização cultural não apenas Sateré-Mawé, mas todos os povos indígenas”, acentuou.

Por Gerlean Brasil
Assessoria AmIC
Fotos: Pitter Freitas

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