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Fé, resistência e canto pela vida marcam Live do Boi Caprichoso

No YouTube, a audiência alcançou mais de 20 mil telespectadores que assistiram uma noite apoteótica direto da ilha tupinambarana

Foto: Arleison Cruz.

Uma noite do Festival Folclórico de Parintins de forma virtual, com direito a um espetáculo digno de encher os olhos de quem tem saudade de vibrar, cantar e chorar de emoção com as lindas toadas do Boi Caprichoso interpretadas em uma só voz da arquibancada, ao som da Marujada de Guerra. O Touro Negro da Francesa e do Palmares tomou arena do Bumbódromo com alegorias para cada momento da “Live Parintins 2021” na noite deste sábado (26/06).

O espetáculo “Caprichoso: Cultura que Resiste”, com recorde de audiência no YouTube com mais de 20 mil telespectadores, teve a estreia do levantador de toadas, Patrick Araújo, que arrancou lágrimas dos torcedores ao interpretar especialmente a toada “Feito de Pano e Espuma”, executada com violino, viola e piano. “Nas águas da fé, a esperança é meu guia” marcou a abertura, com a levantadora de toadas, Paula Gomes, personificada de Nossa Senhora do Carmo.

Da alegoria de 40 metros de boca de cena, com um boizão no centro da arena, surgiram o apresentador Edmundo Oran, o Amo do Boi, Prince do Caprichoso, o tripa Alexandre Azevedo com o Boi-Bumbá Evolução, a Vaqueirada, o bailado caboclo e a Sinhazinha da Fazenda, Valentina Cid, durante a Exaltação Folclórica. No Momento Amazônico, o Boi Caprichoso abordou o “Curupira: O Espírito da Resistência Que Habita em Nós”.

A dança dos tuxauas, as tribos indígenas e o pajé, Erick Beltrão, em um módulo alegórico, reverenciaram a luta do povo Yanomami contra as ameaças dos garimpos. Pela tela da TV Acrítica, emissora oficial do Festival Folclórico de Parintins, o torcedor azul e branco contemplou a Rainha do Folclore, Cleise Simas, conduzida por um Beija-Flor ao centro da arena para evolução perfeita com fantasia fantástica assinada pelo figurinista Fabson Rodrigues.

A Porta-Estandarte, Marcela Marialva, encenou a Lenda Amazônica “Ipupiara: Resistência Cabocla nas Águas da Amazônia”, com alusão ao enfrentamento do povo ribeirinho das áreas do Boi Caprichoso na cidade de Parintins afetadas pela enchente do Rio Amazonas. O módulo alegórico “Arara azul: O voo da liberdade” conduziu a Cunhã-Poranga, Marciele Albuquerque, para a Celebração Tribal.

O Boi Caprichoso encenou o “Ritual de Transcendência Yanomami: Terra Livre aos Povos Originários”, com o clamor do pajé Erick Beltrão por saúde aos indígenas, vacina aos irmãos nativos. Artistas de alegorias estiveram envolvidos diretamente na live do Boi Caprichoso na montagem dos módulos. O presidente Jender Lobato e o vice-presidente Karú Carvalho, junto com a diretoria, deram todo o suporte para o espetáculo.

Durante a live, os produtores musicais do Boi Caprichoso, Neil Armstrong e Bennett Carlos, e o técnico de som, Alysson Low, captaram áudio da trilha sonora do espetáculo que será lançado nas plataformas digitais no mês de julho. Banda oficial e orquestra fizeram a diferença na execução das toadas novas e clássicos do Boi Caprichoso que renovaram a esperança da nação azulada de ter festival em 2022.

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