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Fiocruz pedirá esta semana uso emergencial da vacina AstraZeneca

A Fiocruz informou no domingo que, ainda esta semana, fará o pedido de uso emergencial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do imunizante da AstraZeneca, que será produzido pela fundação e terá dois milhões de doses prontas importadas da Índia, onde também é produzido. Os primeiros lotes com os insumos para produção no Brasil devem chegar ao país este mês. No pedido de uso emergencial, o laboratório deve informar quantas doses serão aplicadas e em quem. Pela norma, a agência tem até dez dias para emitir a autorização de uso. Mas técnicos da Anvisa acreditam que isso será feito em menos tempo.

A agência autorizou a Fiocruz a importar 2 milhões de doses prontas da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. A expectativa é que as primeiras doses — a serem compradas pela Fiocruz do Instituto Serum, da Índia, um dos centros de produção do imunizante — comecem a chegar ao país este mês, o que não significa que o medicamento está liberado para uso no Brasil. Ainda há procedimentos a serem cumpridos que podem empurrar o início da vacinação dos brasileiros para o início de fevereiro.

O Ministério da Economia passou a exigir, desde 1º de janeiro, uma licença especial para autorizar a exportação de agulhas e seringas, o que deixará o processo de liberação das mercadorias mais lento. O objetivo é garantir o abastecimento desses produtos no mercado interno durante a vacinação contra a Covid-19.

Na semana passada, o Ministério da Saúde pretendia comprar 331 milhões desses produtos, mas só conseguiu 7,9 milhões, 2,4% do total. As empresas reclamaram que os preços pagos pelo governo estavam abaixo dos praticados no mercado. Desde o ano passado, existe uma lei que restringe a exportação de produtos médicos, hospitalares e de higiene usados no enfrentamento da pandemia. Outros países adotaram essa medida.

Brasil tem 196 mil mortos

Até as 20h de ontem, o Brasil tinha registrado 287 mortes pela Covid-19 em 24 horas, chegando a 196.029 óbitos desde o começo da pandemia. A média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 698, o que representa uma queda de 9% em comparação a 14 dias atrás. A média móvel de novos casos foi de 35.810 por dia, uma redução de 25%.

Jornal Extra

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