Frases Básicas em Japonês

   Para quem  ama a Língua Japonesa e está a iniciar seus estudos, certamente  já teva a seguinte dúvida: “Por onde começar a estudar?”  Se este for o seu caso, o texto de hoje  está voltado para si.

   O nosso foco é  falar sobre  “Frases Básicas em Japonês”  e  para tal finalidade, iremos nos inspirar no livro do  Prof. Luiz Rafael Passari  do   “Programa Japonês Online”.

Figura 01: Livro “Desvendando a Língua Japonesa”.

 Aliás,  o livro acima está  disponível para download  no link https://programajaponesonline.com.br/, a distribuição é gratuita.

   Todo o texto desta matéria seguirá a parte 2 do livro “Desvendando a Língua Japonesa” que aborda  as frases mais básicas deste idioma. Conforme mostrado  abaixo:

Figura 02: Cronograma desta matéria.

   Começaremos   por falar  algumas peculiaridades da estrutura das sentenças japonesas. Em seguida,  abordaremos  as frases afirmativas, interrogativas e negativas, respectivamente. Por fim,  apresentaremos as frases no passado.

   De início,  trazemos para si  um print de um jonal japonês, vamos  ver como as notícias  são escritas na mídia japonesa?

Figura 03: Manchete do Jornal japonês  読売新聞オンライン 「ようりしんぶんオンライン」.

   Como notamos na manchete acima,  ao escrevermos em japonês  fazemos uso tanto dos silabários Katakana e Hiragana  quanto dos ideogramas (Kanji).   Saber identificar  os silabários e os kanji já é um bom início. Essa é a primeira peculiaridade  da língua japonesa.

   Segundo  o Prof. Luiz Rafael:  “É importante  entender  que japonês é completamente diferente  do português em relação à construção de frases.  Muitos alunos, ao iniciar os estudos  dentro do Programa  Japonês  Online, já me perguntaram  se o japonês é realmente todo ao contrário. Bom, podemos  dizer basicamente que sim. A ordem  das palavras  dentro da frase é muito diferente do português, sendo que em certos  momentos  é mais fácil  analisar a frase de trás para frente (se estivermos traduzindo, por exemplo).”  (Prof. Luiz Rafael, Desvendando a Língua Japonesa, pág. 50.)

   No ponto acima, o Prof. Luiz Rafael alerta-nos que  a construção frasal japonesa  se distancia daquela conhecida pelos lusófonos. Esse característica do japonês, todo estudante da língua japonesa tem que  ter em mente. Evidentemente,  talvez  haja uma ou outra semelhança e/ou comparação com alguma palavra da língua portuguesa.  Entretanto, no que diz respeito à  estrutura da frase, ou seja, à disposição  morfossintática, os dois idiomas são muito diferentes. Quando colocarmos os exemplos, iremos observar como se dá  essa “análise  de trás para frente”.

   Outra peculiaridade da língua japonesa é o verbo, o qual  sempre  aparece no final das sentenças. Sobre isso, o Prof. Luiz Rafael esclarece:

Figura 04: Prof. Luiz Rafael “Desvendando a Língua Japonesa”, pag 50. – Posição dos verbos nas sentenças.

   E já que  falamos sobre verbos,   no japonês não  há  o tempo verbal “futuro”.  A ideia de futuro é  construída com o verbo  sendo conjugado no presente. O contexto deixará evidente que a ação acontecerá  futuramente. Devido a essa característica, muitos autores  consideram apenas dois tempos  verbais, a saber:

a) Tempo verbal  não-pretérito (ou seja, presente e futuro);

b Tempo verbal  pretérito.

   Como pode-se esperar, a conjugação  verbal  em japonês  é  mais simples  que em português. Ou seja,  a terminação dos verbos  não  varia  conforme  a pessoa (1ª, 2ª,3ª) e/ou o número (singular ou plural). Desta forma,  ao escrever o verbo para  a primeira, segunda ou terceira pessoas (seja do plural, seja do singular)  a grafia é exactamente a mesma. Portanto, se queremos informar que alguém é médico, o verbo se mantem com a mesma grafia (independentemente da pessoa, do género e/ou do número). Observe:

   Eu sou médico.  Eu sou médica.  Nós somos médicos.  Nós somos médicas.

Tu és  médico.   Tu és médica.    Vós sois médicos.      Vós  sois  médicas.

Ele é médico.    Ela é médica.    Eles são médicos.      Elas são médicas.

 Notou que escrevemos doze (12) sentenças para  transmitir a ideia que alguém é médico? Em japonês, somente  usamos uma estrutura  医者です。いしゃです。Notou que o verbo não muda?  Vejamos exemplos mais pontuais:

医者です。わたしはいしゃです。 Eu sou médico(a).

阪本さん医者です。 さかもとさんはいしゃです。 Sr(a) Sakamoto é médico(a).

私たち医者です。  わたしたちはいしゃです。 Nós somos médicos(as).

   Mais uma vez, mudamos  da primeira pessoa do singular para a primeira pessoa do plural e o verbo não mudou. Escrevemos  no masculino e no feminino, e o verbo não mudou.

  Importante lembrar que em japonês não há artigos (definido e indefinido), os substantivos não tem plural  e nem tem género  (masculino ou feminino).

    Acima de tudo, o Prof. Luiz Rafael ressalta que:

Figura 05: Prof. Luiz Rafael “Desvendando a Língua Japonesa”, pag 51. – importância do contexto no japonês.

   Em linhas gerais:

01. Uso dos silabários Hiragana e/ou Katakana e dos ideogramas (Kanji) na elaboração das sentenças;

02. Ordem frasal distinta do português;

03. Presença do verbo sempre no final da frase;

04.  Existência de dois tempos verbais: não-pretérito e pretérito;

05.  Inexistência de flexão verbal quanto à pessoa (1ª, 2ª ou 3ª);

06.  Inexistência  de flexão verbal  quanto ao número (singular ou plural);

07. Inexistência  de artigo (definido e indefinido);

08.  Os substantivos não se flexionam quanto ao número (singular e plural);

09. Os substantivos não se flexionam  quanto ao género (masculino ou feminino);

10. Pouco uso dos pronomes  pessoais do caso recto (eu, tu, ele, ela, etc.);

11. O Contexto é fundamental.

   Agora que você está a par das principais  características da língua japonesa, passaremos para nosso próximo tópico: “Construção de sentenças afirmativas”.

   Segundo  o Prof. Luiz Rafael, em japonês,  as frases  mais simples referem-se ao estado de “ser”, mas não de “estar”. Vejamos alguns exemplos:

a) これえんぴつです。 Isto é um lápis.

   A partícula は  indica  de quem estamos a falar, これ significa “isto”  e  えんぴつ  significa “lápis”.  O Prof. Luiz Rafael nos esclarece ainda dois pontos, a saber: sobre os pronomes  demonstrativos  e o uso do です.

Figura 06: Pronomes demonstrativos. Livro “Desvendando a Língua Japonesa”, pag.53.
Figura 07: Esclarecimento sobre o です.  Livro “Desvendando a Língua Japonesa”, pag 53.

   Podemos adotar  o seguinte esquema:  ABですEsta estrutura serve para afirmar  que é B.  Nas palavras do Prof. Luiz Rafael: “Falando sobre A, é B.” No exemplo (a), acima, podemos entender a frase da seguinte maneira: “Falando sobre isto, é um lápis.” Vejamos mais dois exemplos.

あの島パリンティンスです。 あのしまパリンティンスですAquela ilha é Parintins.

アマゾン川大きいです。 アマゾンがわおおきいです。 O Rio Amazonas é grande.

   Para construir a forma interrogativa, acrescentamos a partícula no final da sentença. Note que o ponto de interrogação  não é usado. Assim, pela  entonação  percebe-se  que o falante está a fazer uma pergunta. Na forma interrogativa, as duas sentenças acima ficam:

あの島パリンティンスです。 Aquela ilha é Parintins?

アマゾン川大きいです。         O Rio Amazonas é grande?

   No caso da forma negativa,  o Prof. Luiz Rafael nos esclarece que:

Figura 08: Frases de negação. Do livro “Desvendando  a Língua Japonesa”, pag.56.

   Embora já tenha ficado claro que です não é um verbo. Ao alterá-lo contruímos  as sentenças negativas. E como fazer essa alteração? Consultemos mais uma vez a obra do Prof. Luiz Rafael. Nela encontramos a tabela abaixo.

Figura 09: Alteração no です que transforma a frase em sentença negativa. Do livro “Desvendando  a Língua Japonesa”, pag.57.

  Ao substituirmos o です por ではありません automaticamente a sentença fica na forma negativa. Ao leitor  recomendamos fortemente a leitura do livro “Desvendando a Língua Japonesa” para se aprofundar e saber a diferença entre as formas apresentadas na tabela acima. Como exemplo dessa construção, citamos uma  frase na negativa e outra na interrogativa-negativa.

あの島パリンティンスではありません。 Aquela ilha não é Parintins.

あの島パリンティンスではありません。 Aquela ilha não é Parintins?

   Essa mesma técnica é utilizada  para  construir frases no pretérito. Observe a explicação do Prof. Luiz Rafael.

Figura 10: Como construir sentenças no passado. Do livro “Desvendando a Língua Japonesa”, pag. 57.

   Logo, quando aplicamos  a troca de です por でした temos a sentença no passado. Conforme o exemplo seguinte.

あの島パリンティンスでした。 Aquela ilha era Parintins.

あの島パリンティンスでした。 Aquela ilha era  Parintins?

   Atente-se para o facto que  a construção  da forma negativa se dá  pela substituição do です por ではありませんでした, conforme  exemplos abaixo.

あの島パリンティンスではありませんでした。 Aquela ilha não era Parintins.

あの島パリンティンスではありませんでした。 Aquela ilha não era  Parintins?

   Essa coluna de Japonês agradece imensamente ao Prof. Luiz Rafael Passari pela vossa dedicação  e elaboração do livro “Desvendando a Língua Japonesa”. Esse texto foi elaborado com base  no livro citado. Reforçamos que o download deste livro é gratuito e pode ser feito acessando o link  https://programajaponesonline.com.br/. A leitura deste livro é fortemente recomendada. Para quem desejar, deixamos abaixo as referências  do trabalho do Prof. Luiz Rafael, a saber:

Portal  AulasdeJapones.com.br

www.aulasdejapones.com.br

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  Convite:  de 10 a 16 de junho acontecerá  a  “Semana da Língua Japonesa” promovida pelo Prof. Luiz Rafael e a equipa do Programa Japonês Online. Aos interessados, segue o link para  a inscrição GRATUITA  no evento http://www.semanadalinguajaponesa.com.br/.

佐々木ネリオ先生

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