Garantido encerra trilogia exaltando o Boi da Liberdade

Por Kássia Muniz | Especial Parintins 24 Horas

O legado de Lindolfo Monteverde, fundador do Boi Garantido, foi a aposta da agremiação vermelha e branca na última noite de disputa do título do Festival 2019. Celebrando toda a relação afetiva entre o boi e os seres humanos, o Bumbá levou para arena um boi tradicional e toadas de grande sucesso da década de 1990.

Abrindo a última noite, o Bumbá iniciou a apresentação transformando a arena do Bumbódromo no terreiro de Dona Xanda, mãe de Lindolfo, primeiro lugar onde o boi brincava. Da celebração folclórico denominada “Sonhos de Liberdade” surgiram os itens que compõem o auto do boi, Boi Garantido, amo do Boi, Gaspar Medeiros, e a Sinhazinha da Fazenda, Djidja Cardoso, e também a rainha do folclore, Brenda Beltrão.

Em lenda Amazônica, o Boi Garantido trouxe Wadye, devorador de cunhã, recriando o ritual indígena da tribo kamakã, associando o branco colonizador que atacava as aldeias indígenas para roubar terras, desvirtuar mulheres e crenças. Nela, veio a cunhã-poranga Isabelle Nogueira.

Edilene Tavares, porta estandarte, surgiu da alegoria O Caboclo, figura típica regional, o Bumbá retratou o processo de transfiguração étnica ocorrida no processo de colonização da Amazônia, onde a figura do caboclo é emblemático da região.

Encerrando a apresentação, foi encenado o ritual “Palikur, o triunfo da luz”, ritual de transcendência, onde os índios acreditam na relação do mundo terrestre visível e o mundo celeste sobrenatural. O momento foi plano de fundo para a apresentação do pajé Adriano Paketá.

Diferente da noite interior, o Bumbá se atentou para a questão do horário de 02h e 30 mim de apresentação e encerrou antes do tempo previsto.

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