Garantido entra com mandado de segurança para tornar sem efeito decisão de juiz.

A diretoria do Garantido vai entrar com Mandado de Segurança junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para tornar sem efeito a decisão do Juiz do Trabalho, Aldemiro Dantas, que determinou o bloqueio de R$ 2.900.000,00 (dois milhões e novecentos mil reais), sendo R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais) do boi Garantido e R$ 1.700.000,00 (um milhão e setecentos mil reais) do boi Caprichoso junto aos patrocinadores.

A assessoria jurídica do bumbá vai tentar junto a advogados de pessoas que têm ações trabalhistas no boi para renegociar uma nova data e consequentemente os pagamentos. “Tenho conversado pessoalmente com os advogados que têm acordos em atraso, e devemos refazer os acordos com novas datas. Estamos buscando todas as soluções possíveis, vamos resolver sim”, disse o vice-presidente Fábio Cardoso.

De acordo com Cardoso, desde o início da gestão de Adelson Albuquerque até agora, já foram pagos mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) em dívidas deixadas por gestões passadas.

Nesta segunda-feira, dia 13, os presidentes do Caprichoso, Joilto Azêdo, e do Garantido, Adelson Albuquerque foram informados que o juiz da Vara do Trabalho do Município de Parintins, Aldemiro Dantas, determinou o bloqueio de importante verba às vésperas da realização do 51º Festival Folclórico de Parintins.

Tal decisão trabalhista ocorre vinte dias depois de o governador José Melo (Pros) ter anunciado o corte de verba para o festival folclórico. A determinação do juiz é para pagar dívidas de ações trabalhistas que já venceram e que ainda vão vencer até o final desse ano.

“Na prática, o magistrado dá o golpe final iniciado pelo governo estadual que retirou 100% de apoio. Aí quem vai ser penalizada é a população parintinense que corre o risco de não realizar sua grande festa”, comentou o vice-presidente do Garantido Fábio Cardoso.

Na prática, essa determinação do juiz é pré-julgamento dos presidentes, pois sob o pretexto de resguardar o dinheiro de quem colocou o boi na Justiça, retém até futuros valores de ações ainda a vencer. “Queria que a justiça trabalhista tivesse essa mesma celeridade em todos os processos em Parintins. Eu mesmo tenho um processo contra a empresa Norte Editora, há mais de seis anos, e dorme nas gavetas da Justiça Trabalhista de Parintins”, completa Fábio.

Neudson Corrêa | RP

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