Garçon Vendedor: O profissional do futuro

Cachaçaria do Dedé traz curso reconhecido em todo o Brasil para preparar funcionários para novos desafios

Todos os dias, quando um cliente chega a qualquer unidade da Cachaçaria do Dedé em Manaus, Belém ou Uberlândia, o importante é que ele seja muito bem atendido. Por isso, há 05 anos a empresa criou o padrão de qualidade de atendimento em que 18 passos precisam ser seguidos pelo comissário de serviços (o conhecido garçom). Desde a apresentação do seu nome, oferecer as entradas e bebidas, acompanhar a mesa do cliente, até mesmo oferecer um cafezinho e uma sobremesa. Claro que a demanda de clientes e pedidos é sempre um grande desafio no mercado. O Coach Max Pires afirma que estes profissionais de atendimento precisam se adequar à situação atual do país.

“O garçom vendedor tem como objetivo central fascinar o cliente, transformá-lo realmente no dono do negócio com uma atenção específica do início ao fim”. O discurso é do Coach, que está em Manaus para ministrar o curso ‘Garçon Vendedor’ a 175 funcionários da Cachaçaria do Dedé. Até quarta-feira, 21, os profissionais vão ter aulas teóricas e práticas sobre as novas tendências do mercado de atendimento que são debatidos no Brasil e no Exterior.

“Primeiramente a gente trabalha uma desconstrução da mentira de que acabou hoje o cara que faz uma coisa só, até porque esse ser humano é facilmente substituível, e nós construímos uma filosofia de fazer mais que a obrigação com a motivação correta: que é se manter empregado e ganhar do cliente uma atenção especial”, disse Pires.

Max Pires viaja todo o país ministrando cursos de atendimento e já palestrou em empresas como Bob’s, O Boticário, Plaza Shoppings, Lupo, Richards, Mr. Cat, entre outras. Aqui em Manaus, o coach já esteve outras vezes na Cachaçaria e em empresas como a Cantina Guito. São preparos como este que levam a capital do Amazonas a se preparar para grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e desmistificar que o atendimento aqui é ruim. De acordo com o diretor administrativo da Cachaçaria do Dedé, Rogério Perdiz, que também é diretor da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), muitas vezes a dimensão é atribuída a problemas de atendimento extrapolam a realidade.

“Eu acredito que a gente tem muito o que melhorar. Que já melhoramos bastante para o que era antes, coisa de cinco ou dez anos atrás. Eu acho que há um estigma quando se fala do atendimento de Manaus, que está enraizado e que é difícil suplantar. Talvez isso seja mais forte do que a realidade, digo isso pela experiência de outros estados e o que acontece aqui também acontece fora”, explica Rogério.

Com o curso do ‘Garçom Vendedor’, os funcionários têm a oportunidade de refletir sobre as atitudes no cotidiano de trabalho. O Comissário de Serviços Amir Abdon Zeine Edine está na empresa há três anos e este já é o terceiro curso que ele faz pela empresa. Para ele a preparação ultrapassa só o profissional.

“Você acaba agregando coisas novas, puxa mais para a sua família e amigos. Acaba sendo um motivo a mais para o dia a dia. A gente adquire mais conhecimento. É bom para que todos os colegas agreguem para então contribuir com o processo, melhorando o atendimento de Manaus, enfim”, afirmou Amir.

Max Pires afirma que os trabalhadores que passam pelo curso aprendem muito mais que a conquista ao cliente.

“Em vez de fidelizar o cliente o objetivo é “fãdelizar”, ou seja, torna-lo fã. O ‘garçom vendedor’ faz muito mais do que vender e servir, quem não vende para servir, não serve para vender. Então essa é a experiência máxima de conquistar o coração desses que entram para almoçar ou jantar com suas famílias na Cachaçaria do Dedé”, enfatizou.

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