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Google deve pagar por trechos de reportagens nos resultados das buscas, defende ANJ

Reportagem publicada no Tilt esta semana e assinada por Guilherme Tagiaroli revelou as novidades de um processo iniciado em 2019 pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), para investigar a exibição nas buscas do Google de trechos de reportagens de veículos de imprensa.
A ANJ (Associação Nacional dos Jornais) tem usado esse caso para justificar que a gigante digital deve pagar veículos de imprensa pelo uso de conteúdos jornalísticos. A entidade alega que a exibição de trechos de reportagens no resultado das buscas do Google desestimula o clique nos links de jornais e portais de notícias e mantém os internautas “presos” no Google, comprometendo o faturamento publicitário dos veículos.
Para a ANJ, “o Google compete efetivamente por anúncios e absorve verbas publicitárias pela reprodução de conteúdo jornalístico sem a devida remuneração como contrapartida”.
Por sua vez, o Google alega que os sites decidem se querem aparecer na busca e no Google Notícias. A empresa também sustenta apoiar o jornalismo ao direcionar bilhões de acessos mensais a sites de notícias no mundo todo e ao criar ferramentas como Google News Showcase, que remunera os criadores de conteúdos que aparecem no app Google Notícias. No Brasil esse produto do Google é chamado de Destaque e está disponível desde outubro para 36 veículos.
Para a ANJ, porém, tais medidas são insuficientes diante dos “abusos que a plataforma digital pratica a partir de sua posição monopolista”. Ao Tilt, a entidade afirmou que o recente programa do Google de pagamentos por algumas notícias de alguns veículos tem valor “meramente simbólico, além de ser limitado, excludente, discriminatório e com critérios obscuros”, diz.

 

Com informações do Portal Imprensa

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