Governo não cumpre direitos dos servidores da educação e professores vão as ruas protestar

Nesta tarde professores estarão na Praça da Liberdade e à noite realizarão manifestação na Praça dos Bois. (Foto: Elinaldo Tavares)

Os direitos trabalhistas que assegura a reposição salarial em 13% de 2015 e 11% de 2016 que não está sendo cumprido e o plano de saúde anunciados pelo Governo do Estado foram as principais bandeiras dos trabalhadores em educação da rede estadual de Parintins, que promoveram um ato em protesto ao descaso do Poder Público Estadual. O ato atende a um chamado do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam).

A mobilização na manhã de terça-feira, 29 de março, faz parte da paralisação total convocada pela executiva estadual do Sinteam em todo o estado. No município os professores iniciaram o protesto em frente à coordenação regional da Seduc, na Avenida Brasil, bairro Compensa e em Parintins e seguiram em passeata até a Praça Tsukasa Ueytsuka, em frente ao Bumbódromo. Nas demais cidades, o protesto foi realizado em frente às coordenadorias regionais da Seduc.

De acordo com o professor Carlos Magno, a defasagem salarial acaba desanimando os professores e até mesmo os futuros profissionais da educação, o que pode refletir diretamente na educação dos alunos. “Vamos pressionar o Governo do Estado para dar uma resposta para nossas cobranças, que, diga-se de passagem, é legítima e assegurada por lei que o reajuste salarial que está defasado”, disse.

O delegado local do Sinteam, José Pereira das Chagas, disse que em Manaus um grupo de professores da executiva estadual da entidade montou acampamento em frente a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e só vão se retirar após o agendamento de um encontro com o secretário de Educação Rossieli e com o governador José Melo.  “À tarde, a partir das 13h estaremos na Praça da Liberdade e à noite estaremos realizando manifestação na Praça dos Bois”, ressaltou.

Pereira ressaltou que a falta de compromisso com os educadores chega ao ponto de um professor da rede estadual recebe o salário até menor que os professores da rede municipal. “Isso mostra que a perda é muito grande. Hoje o professor que tem duas cadeiras com 40 horas, ele recebem mil reais a menos, que deveria ser incluído no salário do professor. Isso se chama perda salarial”, frisou o professor.

Manifestação

No dia 15 de março os educadores sindicalizados ao Sinteam realizaram em Parintins uma paralisação das atividades em sala de aula e realizaram encontros na sede da delegacia do Sinteam. A mobilização encerrou com passeata pelas ruas da cidade.

Marcondes Maciel l  RP

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