Grupo de extermínio formado por 11 PMS é acusado de 19 mortes e outros crimes, diz MPE

Grupo foi responsável pelo fim de semana mais violento de 2015 que terminou com a morte de diversas pessoas no São José (Aguilar Abecassis/ 5/jul/2015)

O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu denuncia criminal contra o grupo de extermínio formado por 11 membros da Polícia Militar, cujos integrantes se autodenominavam de “motoqueiros fantasmas, e durante as suas ações usavam máscaras de caveira e equipamentos da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Os mesmos foram denunciados por conta 19 assassinatos, todos com características de execução e 13 tentativas de homicídios. As investigações apontam que pelo menos 24 pessoas foram vítimas do bando. Algumas tinham envolvimento com o crime, enquanto outras não.

A denúncia foi oferecida pelo promotor Geber Mafra que destacou a periculosidade do grupo que, segundo ele, muitas vezes se reunia para matar seres humanos por diversão usando armas, munições e todo conhecimento conseguidos com recursos do estado.

Dorval Júnior Carneiro; Bruno Cezzane, Gernando da Luz Júnior; Sílvio José Silva de Araújo; Klebert Cruz de Oliveira; George Macdonald Rodrigues; Adson Souza de Oliveira; Rogério Pinheiro de Freitas; Rosemberg Martins Bezerra; Janilson Monteiro e Ítalo Gitemberg Macêdo integrava o grupo de extermínio.

De acordo com a denúncia, essas pessoas tinham acesso ao aparato estadual de segurança como armamentos, veículos e munições que eram usados para a prática criminosa. O grupo está preso desde o final do ano passado quando foi deflagrada a operação “Alcatéia” pela Secretária de Segurança Pública (SSP) é resultado de investigações feitas por uma força tarefa presidida pelo corregedor geral da SSP, delegado de Polícia Federal Leandro Almada.

As investigações apontam que o grupo assassinou ao todo 19 pessoas num espaço de seis meses, contando com as que aconteceram nos dias 17, 18 e 19 do mês de julho do ano passado, que ficou conhecido como “fim de semana sangrento”, As vítimas foram surpreendidas quando estavam em via pública e não tiveram tempo para se proteger.

Além dos criminosos usarem o aparato da Polícia Militar, usavam seus carros para executar os crimes.  Há casos que eles usavam uma pistola semi automática da Polícia Militar e que estava cautelada em nome do policial Dorval, além de uma máscara preta de caveira.

Mortes no Aleixo tem relação com o grupo de extermínio

De acordo com o promotor, Anderson Santos Soares foi morto por volta das 3h da madrugada do dia 17 de julho, no fim de semana sangrento, com tiros por dois homens que desceram de um Gol vermelho 5ª geração de placa não identificada. A vítima estava a no interior da lanchonete El Shaday, no bairro do Aleixo, zona Centro-Sul.

As investigações apontaram que os assassinos usavam máscaras pretas e chegaram atirando. Anderson morava em outro local e tinha ido visitar familiares quando foi morto. De acordo com exame feito nos nas cápsulas de bala que se encontravam no local, as mesmas saíram da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e eram usadas para treinamento dos policiais.

No dia seguinte, Alvaro Gabriel Rodrigues foi executado com quatro tiros, na rua Belo Horizonte quando caminhava em via pública por homens q eu desceram de um Gol com as mesmas características do carro usado na morte de Anderson. A vítima ainda correu, mas foi perseguida e morta por um homem que desceu do carro e usava máscara preta.

Imagens coletadas pela polícia de câmeras de segurança de uma residência mostraram que a vítima foi chamada pelos ocupantes do Gol em seguida foi alvejada, de acordo com o promotor de forma fria e cruel. A esposa da vítima relatou que logo após o crime policiais militares que foram ao local juntaram todas as cápsulas de bala que poderias ser usadas como prova do crime.

Fonte: acritica

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