Grupo de fiscais da Semsa é preso suspeito de cobrar propina para não autuar estabelecimentos

Operação foi comandada pelo delegado Rafael Allemand — Foto: Rickardo Marques/G1 Amazonas

Três mulheres que atuam como fiscais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) foram presas por suspeita de corrupção passiva, ativa e outros crimes em Manaus. O trio cobrava propina para não autuar estabelecimentos comerciais que apresentavam irregularidades durante as ações de fiscalização. Diversos aparelhos eletrônicos apreendidos foram apresentados à imprensa nesta terça-feira (23).

As prisões ocorreram durante a primeira fase da operação “Risco Iminente” e foram efetuadas em cumprimento a três mandados de prisão preventiva. Segundo o titular da Seccional Centro-Sul, Rafael Allemand, as investigações tiveram início em fevereiro deste ano e foram solicitadas pela Semsa.

“De lá para cá, muitas provas foram produzidas, muitas pessoas foram ouvidas e confirmaram pagamento de propina, confirmaram serem donas de estabelecimento comercial. Em troca do pagamento, elas não foram autuadas. [O valor da propina] dependia do estabelecimento comercial, do tamanho da pessoa jurídica. Nos autos, temos quatro vítimas, que também serão indiciadas por corrupção ativa, que já prestaram esclarecimentos”, afirmou.

Celulares e computadores foram apreendidos para perícia — Foto: Rickardo Marques/G1 Amazonas
Celulares e computadores foram apreendidos para perícia — Foto: Rickardo Marques/G1 Amazonas

Ainda segundo Allemand, uma quarta servidora da Semsa está sob investigação e outras pessoas devem ser ouvidas nas próximas fases da operação “Risco Iminente”. Por conta disso, as três fiscais – de 35, 44 e 53 anos – presas na segunda-feira (22) não foram apresentadas à imprensa.

Nas casas delas, também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. Computadores, notebooks e celulares foram apreendidos e devem passar por perícia.

As fiscais serão autuadas por corrupção passiva, ativa, associação criminosa e tráfico de influência.

Por meio de nota, a Semsa informou que um procedimento administrativo foi instaurado para apurar as denúncias e que as servidoras podem ser demitidas caso os crimes sejam comprovados.

Com informações do g1

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