Grupo evangélico resgata cantor Chiclete Moreno que luta contra o alcoolismo

Foto: Gilson Almeida.

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintins (AM) – O grupo evangélico resgatou o cantor Helton dos Santos, conhecido como Cliclete Moreno, o Príncipe Negro, de 38 anos, da cidade de Barreirinha para Parintins. O grupo chegou até ao cantor após ver uma foto do artista parintinense circulando nas redes sociais jogado na sarjeta e com a perna quebrada.

Chiclete Moreno. Foto: Reprodução.

Ação de resgate do cantor que luta contra o alcoolismo foi coordenada pelo pastor da Igreja Pestecostal, a voz que clama no deserto, Eliandre da Silva Portilho, 42. O gesto contou ainda com ajuda de amigos e do vereador Gelson Moaes que cedeu sua lancha para buscar o artista. A equipe se deslocou para Barreirinha ontem (9), trazendo-o para a ilha Tupinambarana nesta quarta-feira (10).

Eliandre conta que conhece Chiclete Moreno desde quando o cantor era criança e se sensibilizou ao vê-lo em uma situação difícil. “Graças a Deus ele se sentiu abraçado com a nossa equipe de evangelismo e ele decidiu realmente mudar a história da vida dele, voltar realmente o que ele era, voltar para a cidade de Parintins, abraçar a família, abracar os irmãos e eu creio que Deus tem coisas melhores para a vida dele”, disse o pastor.

O morador do bairro Palmares conta que sua vida virou de cabeça para baixo após se envolver em uma briga em 2006, na comunidade Terra Preta do Mamuru, zona rural de Parintins, o que o levou a vender sua voadeira e se mudar para Barreirinha. “Graças a Deus estou de volta para ver meus amigos e dar um tempo para a minha vida e melhorar”, disse o parintinense.

Foto: Gilson Almeida.

A princípio, Chiclete Moreno irá morar com o pastor Eliandre na Rua 5, bairro Itaúna 2, n° 4456. O pastor pede para que quem puder doar roupas, sapatos e sandália para o Chiclete Moreno, podem se dirigir a sua residência ou entrar em contato pelo telefone (92) 99104-4563.

A foto do cantor de bolero jogado na sarjeta viralizou na internet, fazendo aqueles que o viram surgir na música a não acreditarem em ver o parintinense, que tem seu trabalho eternizado em CDs e nas redes sociais, em uma situação precária.

Foto: Reprodução.
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