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Helicóptero em nome da Polícia Civil do Rio é apreendido em ação de combate ao garimpo ilegal em área indígena

Um helicóptero apreendido durante uma operação de combate a ação de garimpeiros ilegais em terras Yanomami no dia 26 de agosto em Boa Vista tem, nos registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), como dona, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

A fiscalização da Polícia Federal foi coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e ocorreu em apoio à Anac e também teve participação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Exército e Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com a Anac, o helicóptero tem matrícula PP-EIH e consta no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) como pertencente à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A apreensão do helicóptero na operação foi noticiada pela Folha de S. Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, o helicóptero foi entregue em 2013 à seguradora após um acidente e não pertence mais à instituição. Ainda de acordo com a Civil, o procedimento foi entregue para a Anac na época, de acordo com o protocolo. A matrícula foi cancelada na ocasião.

No Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), é possivel encontrar o registro de que o helicóptero sofreu um acidente em maio de 2013, com o registro de “colisão com obstáculo durante a decolagem e pouso”.

A Anac, por sua vez, nega que tenha recebido o cancelamento de matrícula.

Operação

 

Na operação que resultou na apreensão da aeronave outros cinco helicópteros foram apreendidos. Elas estavam descaracterizadas em um hangar irregular no Distrito Industrial, Zona Oeste de Boa Vista. Um homem, responsável pelo local, foi preso.

Foram apreendidas ainda cinco carcaças de helicópteros e diversos insumos que seriam utilizados em garimpo, entre ele, motores, geradores de energia e mais de 10 mil litros de combustível e munições.

Além de descaracterizadas, as aeronaves tinham alterações proibidas, implicando alteração de peso e balanceamento. Algumas passavam por manutenção clandestina no momento da fiscalização.

Há a suspeita que o hangar era usado como ponto para abastecer pontos estratégicos vinculados a garimpos ilegais na terra Yanomami.

Com informações do g1

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