Helicóptero encurta tempo e distâncias na saúde indígena do DSEI Parintins

As dificuldades extremas de acessos das equipes de saúde, e de transporte de emergência ou urgência de pacientes, por vias fluviais, chegaram ao fim na área de abrangência do Distrito Especial Sanitário Indígena Parintins (DSEI). Mais de 17 mil indígenas dos povos Sateré-Mawé e Hixkaryana já contam com os serviços de um helicóptero biturbina médio, homologado para aeromédico (transporte de paciente em maca).

Com capacidade para 02 tripulantes, uma tonelada de cargas internas e 12 passageiros, a aeronave Cikorsky S-76, modelo A, entrou em operação, com a troca de plantão das equipes do DSEI Parintins, em seis polo base, no dia (04/12). A primeira viagem foi para as aldeias Hixkaryana, as mais longínquas do DSEI Parintins, Riozinho e Kassawá, no Alto Rio Nhamundá, no limite do Amazonas com o Pará.

Governo do Amazonas 2

Depois, a aeronave conduziu a equipe nos polos base Sateré-Mawé: Curuatuba e Nova Vida 01, no Rio Andirá, em Barreirinha. O helicóptero finalizou o roteiro nas comunidades indígenas Santa Maria e Nova Aldeia, no Rio Maraú, em Maués. “Atendemos, exatamente essas áreas, porém, a acessibilidade mais complicada é Riozinho e Kassawá”, explica o coordenador do DSEI Parintins, José Augusto Nenga.

Mais complexa ainda era a viagem, de três dias, no verão, em pequena embarcação, para Kassawá, devido a existência de 27 cachoeiras ao longo do caminho. De helicóptero, esse tempo ficou reduzido para 1 hora e 10 minutos. Nos rios Marau e Andirá, no período da seca, as dificuldades incidiam, além da distância e corredeiras, onde toda a viagem é feita por igapós, somente em voadeiras 15HP, com baixa velocidade.

Para Curuatuba, no Andirá, em Barreirinha, antes se levava 18 horas de voadeira e, de helicóptero, e dura 38 minutos. Para a Nova Aldeia do Maraú, em Maués, agora tempo é de 32 minutos, enquanto à Santa Maria chega a 40 minutos. A base de operações do helicóptero é o Aeroporto Júlio Belém. “Parintins fica, em média, a meia hora de cada ponto e o mais distante é Kassawá”, afirma o coordenador do DSEI Parintins.

José Augusto aponta que os fatores naturais tiravam o conforto das equipes de saúde indígena e a agilidade no transporte aos polos. “Com isso, os profissionais já chegavam exaustos. Então, com esse equipamento, garantimos o atendimento mensal, a permanência das equipes em área e a maior velocidade na troca. Quando houver necessidade de emergência médica, o helicóptero fará a operação”, assegura.

Na Amazônia, o comandante da aeronave, Antônio Romeiro, tem experiência desde 2006, com um ano na saúde indígena. “Vamos montar uma base, com heliponto, próxima ao DSEI Parintins para facilitar nossas operações. O aeroporto algumas tem vantagens, uma delas a questão da segurança, mas durante o festival, não conseguiremos operar. Por isso, optamos pela base nas margens do rio, com toda infraestrutura e demanda de combustível”, ressalta.

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