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Hoje completa 1 ano sem o Pop da Selva, Arlindo Júnior

Gilson Almeida | 24 Horas

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Parintins (AM) – Nesta terça-feira (29) completa 1 ano de falecimento do Pop da Selva, Arlindo Júnior. O cantor que travou luta contra o câncer desde 2016 foi levantador de toadas e apresentador do Boi Caprichoso, por quem era apaixonado e foi quem contribuiu para ele ganhar destaque na música não só no Festival de Parintins, mas em todo o Brasil e no mundo. Ele também se dedicou a política em que chegou a exercer o cargo de vereador de Manaus.

Foto: Gilson Almeida.

Com um talento encantador, ele foi um dos grandes divulgadores da cultura parintinense, em especial do Festival Folclórico em que quando tinha oportunidade levava não só o Boi Caprichoso, como também o Boi Garantido para se apresentar e assim tornar a cultura local mais conhecida

O artista dedicou mais de 30 anos de sua vida ao boi-bumbá e ganhou o apelido de Pop da Selva nos anos 90 ao inserir nas toadas instrumentos da música pop.

Arlindo Júnior amava cantar. Mesmo na luta árdua contra a doença, ele fez apresentações para arrecadar recursos em prol a sua saúde.

Últimos trabalhos

Em abril de 2018 ele lançou um DVD “Arlindo Júnior no Teatro da Vida”, gravado em 2017, no Teatro Amazonas, em Manaus. No mês de maio de 2019, quando o artista completou 30 anos de carreira, o Pop da Selva lançou o CD nomeado “O Boi dá Samba” composto por 19 toadas dos bois Caprichoso e Garantido cantadas em ritmo de samba. No CD há apresentações de outros artistas. Arlindo apresentou o CD em coletiva de imprensa realizado em Parintins, no então Buteco do Verçosa.

Em 2019 Arlindo Júnior se apresentou na festa de aniversário da Rádio Clube de Parintins realizado no mês de junho no Show Clube Ilha Verde e dia 16 do mesmo mês fez um show no Buteco du Verçosa.

Foto: Gilson Almeida.

No mesmo ano o Pop da Selva fez sua última apresentação na arena do Bumbódromo quando participou do espetáculo do seu boi amado, o Caprichoso, cantando a toada “Pesadelo dos Navegantes”, do compositor Ronaldo Barbosa, que ficou eternizada na voz dele.

O artista faleceu na noite do dia 29 de dezembro de 2019 no Hospital Samel, em Manaus, e sua morte abalou o Amazonas, onde chegou a receber homenagens em Manaus, Parintins e em outras cidades.

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