Imprensa internacional repercute massacre em Manaus

O massacre que deixou, ao menos, 60 presidiários mortos, em Manaus, repercutiu em todo o mundo. O jornal norte-americano The New York Times destacou, na homepage de seu site, a notícia, enfatizando que as facções rivais travam disputa pelo controle do tráfico de cocaína na Amazônia brasileira.

“Rebeliões em prisões brasileiras são comuns”, diz a reportagem. “Mas o episódio de Manaus, que incluiu corpos decapitados atirados contra os muros da penitenciária, está entre os mais sangrentos das últimas décadas”. O jornal americano também lembrou que a prisão tinha três vezes mais detentos do que sua capacidade.

O New York Times traz a declaração do juiz Luís Carlos Valois, que participou diretamente da negociação com os rebelados. “Nunca vi nada parecido na minha vida. Havia muitos corpos, a maioria desmembrada”, disse. O jornal lembra que o presídio acomodava 1.200 presos, o triplo da capacidade.

A reportagem diz que o massacre tem sido comparado ao do Carandiru, em São Paulo, no qual policiais mataram 111 presos. “Uma Corte de apelação anulou, recentemente, a condenação de 73 policiais pela participação no massacre, o que provocou a crítica de grupos pelos direitos humanos”, diz o jornal.

O britânico BBC também divulgou a notícia em sua página principal, destacando que a rebelião ocorreu em uma prisão superlotada e que a “violência terminou 17 horas depois” do início do conflito. O site do italiano La Repubblica frisou o tamanho da carnificina, ressaltando já no título que seis dos detentos foram decapitados. “Muitos agentes se tornaram reféns”, disse.

A notícia foi manchete principal do português Público ao longo da tarde desta segunda. “Os confrontos assumiram proporções de violência extrema”, frisou a publicação. O site espanhol El País enfatizou que “a Região Norte do Brasil é fundamental para o tráfico internacional de drogas” e que o presídio é dominado pela facção FDN.

“Motins são comuns em prisões brasileiras, onde a superlotação é regularmente denunciada por organizações de defesa dos Direitos Humanos”, afirmou o jornal francês Le Monde.

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