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Invasão faz “Gato” na água e na luz dos Moradores do Bairro Pascoal Allágio

Loteamento foi invadido em março, mas proprietários conseguiram reintegração, que não foi executada. Foto: Tadeu de Souza

Os moradores do bairro já tiveram inúmeros prejuízos com as ligações clandestinas dos invasores de terras

Da Redação | 24 horas

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Parintins (AM) – Conviver sem luz e sem água está virando rotina no bairro Pascoal Allágio (Zona Oeste de Parintins). Os moradores sofrem com noites sem energia elétrica e tendo que armazenar água para não ser surpreendido na hora de abrir a torneira. Apagões, queima de eletrodomésticos e falta d’água já fazem parte do cotidiano dos moradores que apresentaram denuncia ao Portal 24 horas.

Um grupo de moradores que pediu para não ter o nome publicado informou que os ocupantes da área de terras destinada às casas populares fazem ligações clandestinas do sistema elétrico e hidráulico que abastecem o Pascoal Allágio causando sobrecarga de rede e ocasionando os apagões e falta de água. “Os invasores estão fazendo gato até na igreja”, lamentou um morador.

Outro cidadão que conversou com a reportagem se disse revoltado com o problema. “Pagamos nossas contas em dia, aí vem alguém toma nosso direito de ter água e luz e nada é efeito”, reclamou.

O Bispo da Diocese de Parintins, Dom Giuliano Frigenni, chegou a chamar de mafiosos os lideres da invasão. Foto: Luiz Outen.

O 24 horas procurou o presidente do bairro Márcio Santana. Ele confirmou os problemas que os moradores estão sofrendo. “Perdemos duas bombas d’água, eletrodomésticos e queima de transformador”, informou. O dirigente tem sido um João Bastista  pregando no deserto, pois até agora nada foi feito para que a situação seja normalizada. “Já fizemos inúmeras denuncias, mas nada acontece é impressionante”, afirma.

Os primeiros moradores do bairro começaram a adquirir seus terrenos e residências há 15 anos e além do problema da falta de saneamento básico ainda sofrem com falta de água, luz e uma das vizinhas mais famosas da cidade, a lixeira. Desde quando foi legalizado como bairro há 4 anos os apelos são mais intensos. “Nossos direitos estão sendo violados, estamos todos sendo constrangidos”, desabafou.

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