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Jornalista desabafa sobre matéria retirada do ar

Na tarde desta quarta-feira (24), a jornalista Silvia Bessa, do Diário de Pernambuco, divulgou um texto em seu Facebook intitulado “Sobre orgulhos e preconceitos”, afirmando que viveu “um dilema jornalístico”. Silvia assinou a matéria “Ariel, o bebê, decidirá se será menino ou menina”, publicada pelo jornal e reproduzida pelo O Globo na segunda-feira (22).

Silvia afirma em seu texto que no final da noite de terça-feira (23), os pais do bebê pediram a retirada dos posts com a matéria do ar das redes sociais. Ainda segundo a jornalista, a mãe de Ariel ligou desesperada para ela temendo a integridade da criança.
“O dilema era: retirar do ar uma matéria que não tinha erro de informação e era fato noticioso ou ceder ao apelo da família, que estava amedrontada com a ira de desconhecidos. O Diário de Pernambuco retirou o post na mesma noite da quarta-feira. A decisão final coube ao editor de redes sociais, o colega Fred Figueiroa. O Jornal O Globo, que fez matéria e post no Facebook sobre o caso e citou o Diário, seguiu o nosso caminho e na quarta-feira também retirou o post publicado, igualmente atendendo ao pedido da família de Ariel.”, disse Silvia.
A jornalista também afirma em seu depoimento que não excluíram o material por “pressão ou porque o preconceito venceu”. Fizemos, nós do Diário de Pernambuco, o que poderia ser feito para preservar a integridade de pessoas intimidadas e que se sentiram ameaçadas. Era o que eu afinal desejava diante do desespero deles com uma criança de um mês nos braços. Fui dormir pensando que daria o mínimo de sensação de segurança para eles com a exclusão solicitada. A família registrou denúncia na delegacia de Crimes contra a internet. Contam que foram hostilizados inclusive numa estação de metrô ao serem reconhecidos. Pude ver o ódio ainda mais de perto.”, afirmou.
No mesmo texto, a jornalista também defende a história de Ariel. “Como notícia, é algo incontestável – pelo ineditismo e por apontar uma tendência. Não interessa se eu concordo com a decisão do casal ou não: é relevante como retrato social e novíssima.”, apontou.
Do Portal Imprensa
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