Jornalista que acusa Feliciano de assédio será investigada por calúnia

A jornalista Patrícia Lélis, que acusa o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por assédio sexual, vai ser investigada por calúnia, após a divulgação de um vídeo, em que aparece conversando com o chefe de gabinete do pastor, Talma Baur, sobre pagamento de valores.

De acordo com o HuffPost Brasil, na gravação, que está sob análise da Polícia Civil de São Paulo, os dois mencionam um pagamento de R$ 50 mil. A jornalista havia acusado Bauer de mantê-la em cárcere privado e de forçá-la a gravar vídeos negando que Feliciano tenha tentado violentá-la.
Para a polícia, partiu da jovem a iniciativa de pedir o dinheiro. Ela teria cometido falsa comunicação de crime e extorsão. “Tem interesse dos dois, mas na gravação ela pede dinheiro”, destacou o delegado Luís Roberto Hellmeister, do 3º DP (Campos Elíseos). O diálogo foi registrado por Emerson Biazon, assessor do PRB. Em depoimento à polícia, ele afirmou que Patrícia teria recebido R$ 20 mil de Bauer.
Durante a conversa, Bauer afirma ter entregue R$ 50 mil a Artur Mangabeira, que seria namorado de uma amiga que a jovem conheceu pela internet e diz ser agente da Abin. Ele, porém, teria pago somente R$ 10 mil à jovem.
“Bauer, eu vou enfiar a cara dele no chão. […] Me promete que você vai fazer alguma coisa com ele”, pede Patrícia. O chefe de gabinete responde:”eu não vou matar ele, mas eu dou um nó nele, alguma coisa eu faço”. Bauer foi detido na última sexta-feira (5/8), mas liberado no dia seguinte.
O advogado da jornalista, José Carlos Carvalho, argumentou que ela não recebeu valores do
chefe de gabinete de Feliciano e que os vídeos em que nega os crimes foram feitos sob ameaça e em cárcere privado.
No último sábado (7/8), Marco Feliciano publicou um vídeo em sua página no Facebook em que nega as acusações. Acompanhado da esposa, Edileusa, ele defende que a denúncia de assédio sexual é “uma grande farsa”.
Do Portal Imprensa
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