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Jornalistas com deficiência falam sobre a cobertura dos Jogos Paraolímpicos

Nos bastidores dos Jogos Paraolímpicos, jornalistas com deficiência mostraram ao programa “Redação SporTV” como driblam as dificuldades para realizar a cobertura das competições.
Um deles é o alemão David Hock, que nasceu sem os braços e usa os pés para digitar e escrever seus textos. Além da habilidade para usar o teclado do computador, ele também utiliza com facilidade aplicativos no smartphone.

“Eu sempre digo que meus pés são as minhas mãos. Assim como você aprendeu a escrever com as suas mãos, eu aprendi com meus pés. Claro que quando comecei a digitar no computador eu não era tão rápido como sou agora, mas é fazendo que se aprende, e agora eu tenho um sistema de digitação inteligente”, contou ao SporTV.
Outro profissional que se dedica à cobertura do evento é o fotógrafo João Batista, que é deficiente visual. “Aqui é a possibilidade de existir inclusão de verdade. Se somos todos iguais, temos a mesma batida do coração, por que não ter profissionais nessa área?”, questionou.
Jairo Marques, da Folha de S.Paulo, diz que os próprios esportistas o olham com sensibilidade. “Às vezes, percebo que o atleta se coloca mais perto porque ele sabe que vou ter dificuldade para colocar o gravador na boca dele, ou se abaixa porque sabe que pra mim vai ser mais cômodo. Acho que tem uma empatia que é natural. A gente transita pelos mesmos caminhos”.
A jornalista Kathleen Hawkins, correspondente da BBC e biamputada, acredita que a deficiência é uma aliada na cobertura do evento. “Acho que, para mim, significa que se estou entrevistando um amputado eu posso fazer perguntas completamente diferentes de um jornalista que não é amputado porque eu estou interessada nas próteses deles, em como eles estão lidando com o calor porque sei pessoalmente que isso é um problema real”, opina.
Do Portal Imprensa
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