Jornalistas que acompanhavam refugiados são detidos na Macedônia

Cerca de 30 jornalistas e ativistas que acompanhavam centenas de imigrantes do campo de Idomeni, na Grécia, rumo à Macedônia, foram detidos e interrogados no país na última segunda-feira (14/3).

Segundo a AFP, os migrantes foram barrados após terem entrado no território por uma rota alternativa. Em seguida, os profissionais de imprensa foram encaminhados para uma delegacia em Gevgelija e liberados horas depois.

No Twitter, Alberto Sicilia, Ane Irazabal e Javier Bauluz, três dos repórteres espanhóis detidos, anunciaram que foram liberados depois de pagar uma multa de 260 euros e serem oficialmente expulsos do país.

De acordo com o El Confidencial, o fotojornalista Javier Bauluz também foi solto após 13 horas de detenção. Ainda não se sabe se entre os jornalistas libertados estão os cinegrafistas Mikel Konate e Mariano Burattini.

A repórter do La Sexta, Elena Herreros, disse que está bem e acabou se separando do grupo de profissionais presos. Ela estava com os refugiados quando militares perceberam que carregava uma câmera escondida no bolso. “Isso me custou caro. Tente experimentar a violência do exército macedônio. E sentir o que sentem os refugiados”, escreveu.
A presidente da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na Espanha, Malén Aznárez, pediu a libertação imediata dos jornalistas e lembrou que, graças ao trabalho deles, é possível conhecer as imagens que envergonham a Europa. “São reflexos de uma crise humanitárias sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial”, disse.
Fonte: Portal Imprensa
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