José Melo pode entrar para a História como o Governador que não realizará o Festival Folclórico de Parintins

O inesperado aconteceu o Governador do Estado do Amazonas José Melo (Pros) anunciou nesta manhã que não fará o repasse de recursos para a realização do 51º Festival Folclórico de Parintins. O anuncio foi feito durante entrevista a imprensa da capital do Amazonas.

O Blog Brasil Norte Comunicação (BNC) divulgou nesta manhã que os dirigentes dos bumbás foram pegos de surpresa com a decisão. O governador do Estado José Melo (Pros), em entrevista coletiva na manhã de sexta-feira, 20, concedida na Sede do Governo, anunciou que não vai liberar a verba para a realização do 51º Festival Folclórico de Parintins.

Os presidentes dos bumbás Garantido e Caprichoso, Adelson Albuquerque e Joilto Azêdo, foram chamados em três reuniões, mas em nenhuma delas ficou confirmado que o Estado liberaria o dinheiro para a preparação dos bumbás para o espetáculo.

Os presidentes do Garantido Adelson Albuquerque e do Caprichoso Joilto Azêdo foram pegos de surpresa com a notícia. Os dirigentes aguardavam uma resposta do próprio governador e não um pronunciamento pela imprensa.

Adelson se encontra em Parintins e se preparava para viajar para um novo encontro com o governo que aconteceria na terça-feira, dia 24, um mês do festival. “Os bois estavam no aguardo do repasse, uma vez que houve o empenho dos bois com a compra de materiais no crediário. Isso inviabiliza o festival”, disse.

Joilto Azedo está em Manaus, onde acompanhou a entrevista para rádios da capital. De acordo com o presidente do azul e branco, a preocupação não se refere exclusivamente ao repasse de dinheiro ao bumbá Caprichoso e sim com o corte no investimento do Estado para a estrutura e logística institucional do festival. “Se não tem verba não tem festival, mas prefiro aguardar uma definição dita pelo governado José Melo”.

Estima-se que o Governo do Estado invista anualmente em torno de R$ 18 milhões em logística e staff governamental no Festival Folclórico de Parintins. Até o ano de 2014 os bois recebiam cerca de R$ 6 milhões. No ano passado houve uma redução de 20%.

No começo deste ano o governador dava sinais de que reduziria ainda mais a verba. Os próprios presidentes dos bumbás ficaram sabendo por terceiros que a sangria seria grande, de mais 30%.

Por causa disso houve uma mobilização dos artistas, compositores, sócios, torcedores no final do mês passado, em frente ao Bumbódromo, para sensibilizar o chefe do Executivo da importância do festival para a economia parintinense.

Uma grande corrente formada por cerca de 300 pessoas abraçou o Bumbódromo, local do espetáculo em Parintins. Nem mesmo a corrente humana pôde mudar o planejamento estratégico do governador José Melo que, apoiado na crise econômica, sempre demonstrou que cortaria a verba de patrocínio para os bois.

Na semana passada, em reunião com os presidentes, Melo se comprometeu em recorrer à iniciativa privada e às empresas estatais para conseguir os recursos, o que não aconteceu.

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