-Publi-A-

José Melo tinha como codinome “velhinho” nas citações dos investigados

Coletiva de imprensa. Foto: Reprodução

José Melo está na sede da Polícia Federal no bairro Dom Pedro, em Manaus.

Da Redação | 24 horas

[email protected]

Manaus – Nas escutas telefônicas da Polícia Federal, que deflagrou na manhã desta quinta-feira, 21, a Operação “Estado de Emergência”, José Melo, ex-governador cassado e preso durante a operação era chamado de ‘velinho’ e professor. De acordo com delegado federal Alexandre Teixeira está muito claro o envolvimento do político com que chamou de organização criminosa. “São conversas em que um ponto ele é citado como ‘velhinho’ no outro não se faz esse link, porém juntando diversas conversas é possível chegar a essa conclusão. Então isso é feito de uma maneira bastante criteriosa pra que a gente possa dizer que o ‘velhinho’, que o professor, que eram nomes codinomes utilizados em relação a este agente público se referiam a pessoa do ex- governador”, explicou o delegado que comandou a operação.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária contra o ex-governador. Foram apreendidos veículos, relógios, R$ 90 mil em espécie na casa do governador e aproximadamente R$ 300 mil no sitio dele.

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União realizaram no início desta tarde coletiva de imprensa para falar sobre as ações desta manhã. A operação foi batizada com esse nome  Polícia Federal em alusão ao decreto de calamidade pública decretado pelo então chefe do executivo estadual com a finalidade de manusear com maior facilidade os recursos públicos. O delegado explicou que o grupo que geria a situação de emergência fazia uma verdadeira sangria aos cofres públicos.

A esposa do ex-governador Edilene Oliveira também é investigada. “Nós identificamos o peculato que é o desvio de dinheiro público, na primeira fase. Logo em seguida a segunda fase a ‘Custo Político’ se fundava em investigar a corrupção passiva e ativa que é o pagamento de vantagens indevidas pra agentes públicos. No entanto durante o progresso, o avanço da investigação observamos outros agentes, e esses agentes também estavam envolvidos.  Ela esta envolvida as empresas delas tivera movimentação atípicas e que estão sob analise”, explicou o delegado Alexandre Teixeira.

Patrimônio

Análises realizadas pela CGU indicam que houve um aumento do patrimônio do ex-governador considerado incompatível com a renda dele, tendo em vista que o salário mensal de Governador do Estado era estimado à época no valor de R$ 30 mil. Nota técnica da CGU aponta indícios de enriquecimento de José Melo, especialmente em virtude da aquisição de um imóvel de alto valor, avaliado em cerca de R$ 7 milhões, além de reformas vultuosas em sítio também de sua propriedade.

A Polícia Federal interceptou diálogo entre Mouhamad Moustafa e a advogada Priscila Marcolino, também denunciada no esquema de desvios na saúde, em que ele pedia a ela que sacasse R$ 200 mil, para que Mouhamad ficasse com R$ 500 mil em casa, pois havia recebido um pedido direto do “velhinho”, termo utilizado por ele para se referir a José Melo. Em outra ocasião, utilizando aplicativo de mensagens, Mouhamad pede novamente à Priscila que realize um saque, pois o “Gov e o irmão” estavam implorando pelo recebimento de uma quantia de R$ 80 mil.

você pode gostar também