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Júnior de Souza 21 anos fazendo arte no Festival Folclórico de Parintins

A descoberta dos meus Dons para arte se deu bem cedo, na realidade, tudo começou na oficina de funilaria e mecânica do meu saudoso Pai (Aristheu – Domingão). Neste ambiente aparentemente normal eu nem imaginava o quão seria importante para minha vida aqueles aprendizados de pintura e mecânica. Porém, não demorou para que o jovem garoto fascinado com um tal de Festival dos Bois começasse a aplicar suas idéias na fabricação de seus próprios brinquedos. Essas velhas lembranças levo comigo para sempre: é fascinante imaginar, criar e ver tudo ganhando vida com movimentos, luzes e cores.

Aos 15 anos lá estava eu iniciando minha vida dentro daquilo que assistia e me inspirava. Naturalmente de pena em pena, Q.G. a Q.G. e com grandes mestres. Eu aprendi, me aprimorei e não demorou para que chamasse atenção pelos meu trabalhos, talento e grandes ideias. O primeiro grande ápice da minha carreira aconteceu quando por puros méritos e objetivos alcançados fui chamado para comandar uma equipe na confecção de uma alegoria no Boi Garantido (1995), quem diria. O reconhecimento e o primeiro grande trabalho que oficialmente me lançou como artista foi a Lenda do Mapinguari – 1997 (ser lendário que sucumbiu num lago no meio da arena – foi um sucesso). A partir disso iniciamos uma nova era no Festival Folclórico de Parintins, onde os bicho antes estáticos e rústicos tomaram vida: andaram, piscaram, bateram palma e sorriram. Quem não se lembra do Anhangá-1998, Fera das Águas-1999, Maricá-2001, Curupira-2002, Juma 2004, Ynhagorom-2005, Sunia-Paanami-2006, Espírito da Preservação-2008 e outros.

Outro grande momento importantíssimo para minha vida artística e que muito me honra lembrar. Foi o convite feito a mim em 1999. Neste ano fui convidado para uma nova era no Boi Garantido, na qual foi criada a Comissão de Artes (Grupo de pessoas especialistas e divididas em seus determinados setores, que juntam suas idéias para construção de um grande espetáculo), dentro da comissão fiquei responsável pela direção cenográfica (Concepção alegórica geral), o sucesso foi logo na estreia. Ganhamos 1999, 2000, 2001, 2002, 2004, 2005, 2006, 2009, 2011, 2013, 2014. Sem dúvidas foi uma grande divisão de conquistas (profissional e pessoal). Sou Grato ao Boi Garantido por tudo o que me possibilitou evoluir, não fiz nada do que minha obrigação como artista para com essa apaixonada galera. Fizemos e vivemos grandes momentos juntos.

Porém, a história me possibilitou escrever um novo capítulo. Acredito que Deus é o grande comandante da vida e se ele me abriu um novo caminho. Eu compreendi que meu compromisso é e sempre será com esse povo e com essa festa. Mudam-se as paletas, mas a arte continua e sempre continuará em quanto Deus me der luz e força. No livro da vida sigo com a certeza de que por onde passei procurei dar o melhor de mim, aprendir, construir grandes amizades e consequentemente deixei grandes legados que muito me acrescentam para continuar vivendo o sonho de ser artista.

Agradeço a Deus por todo discernimento, meus pais por toda educação e ensinamento, minha família por todo apoio e força e a todos que admiram, valorizam, reconhecem e são fãs do meu trabalho. Não há nada mais gratificante para um artista do reconhecimento dos fãs. Saibam, vocês são as energias que movem nossos sonhos. Eu igual a vocês sou apaixonado e tenho imenso orgulho dessa festa. Acreditem muita coisa vem por ai… Deus está no comando! Obrigado!

* Júnior de Souza – O Considerado

Histórico das alegorias

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