Justiça de Parintins manda soltar autor confesso de homicídio de fisioterapeuta

Por: Gerlean Brasil

A juíza da 2ª Vara da Comarca de Parintins, Mychelr Martins Freitas, expediu alvará de soltura para o réu confesso do assassinato do fisioterapeuta, Hugo Dias, Alexandro Barros de Souza, 23 anos. Na decisão judicial cumprida na manhã desta quarta-feira, 15, a magistrada alegou que o acusado não estava em situação de flagrante, quando foi preso pela equipe de investigadores da Polícia Civil, por volta das 9h de segunda-feira, 13.

Antes mesmo do corpo de Hugo Dias ser encontrado em estado avançado de decomposição e devorado por peixes, no rio Amazonas, nas proximidades da Escadaria da Tamaquaré, Bairro Centro, na manhã de segunda-feira, a Polícia Civil já tinha provas para prender Alexandro Barros, como suspeito da morte, após analisar câmeras de segurança sobre os últimos passos da vítima antes do desaparecimento na madrugada de domingo, (12).

Em depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Parintins, o acusado assumiu a autoria do crime, declarou ter tido uma luta corporal e empurrado a vítima no rio Amazonas, que não sabia nadar e morreu por afogamento. “Só faltava saber se a vítima tinha ou não falecido. No momento em que o corpo foi localizado e constatada a morte do fisioterapeuta, os investigadores efetuaram a prisão em flagrante do autor”, afirma a delegada Alessandra Trigueiro.

As investigações começaram, a partir do comunicado do desaparecimento, ainda no domingo, com levantamentos nos locais por onde Hugo Dias passou e as pessoas com quem falou. “Nós só esperávamos a confirmação da morte e tínhamos bastante informações. Com a localização do corpo, foi comprovado que o crime de homicídio tinha sido praticado contra a vítima. Ele (Alessandro) já era monitorado pelos investigadores”, diz a delegada.

Indiciado por homicídio qualificado, pela impossibilidade de defesa da vítima, durante a luta corporal, Alexandro Barros vai responder o crime em liberdade. “A vítima chegou à causa morte por afogamento, porque, o autor, de forma dolosa, a empurrou no rio. A intenção do autor foi jogá-lo no rio e tanto que logo foi embora, sem se preocupar se a vítima sabia nadar ou não. Ele queria negar, mas depois confessou o delito, diante das provas”, conclui Alessandra Trigueiro.        

Fotos: Divulgação

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here