Justiça recomeça audiências com policiais suspeitos de participação em grupos de extermínio, na segunda-feira

A Justiça do Amazonas vai dar continuidade, a partir desta segunda-feira (19), às audiências de instrução para ouvir os policiais militares presos, no ano passado, durante a operação Alcateia. A ação desarticulou um grupo de extermínio formado por policiais, que, juntos, foram denunciados pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) pela prática de 19 assassinatos e outras 13 tentativas de homicídios ocorridas, em Manaus, entre os meses de maio e novembro de 2015. Ao todo, 11 policiais, que, segundo o MP-AM, se auto-intitulavam como Motoqueiros Fantasmas, foram denunciados como autores desses crimes.  

De acordo com informações do site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), nesta segunda-feira, serão ouvidos os policiais Dorval Junio Carneiro de Matos, Silvio José Silva de Oliveira, o ‘Pará’, Klebert Cruz de Oliveira e Jonilson Monteiro da Frota. Eles são réus no processo pela morte de Alexandre dos Santos Marques e pela tentativa de homicídio contra Leandro Araújo Valério.

 O crime foi praticado no dia 29 de outubro, no Tarumã, zona oeste de Manaus.
Consta, na denúncia e nas investigações da Força-Tarefa, que os policiais planejaram a morte de Alexandre para que pudessem roubar três armas dele. Leandro, que estava junto com a vítima, também foi baleado, mas conseguiu fugir para um matagal.

Dorval, Klebert e Janilson e mais os policiais Bruno Cezanne Pereira e Germano da Luz Júnior também serão ouvidos pelo assassinato de Geovani da Silva de Souza. Consta, na denúncia formulada pelo MP-AM, que o homem foi assassinado pelos policiais, depois de ter sido sequestrado de dentro da casa onde morava, no Bairro da Paz, zona centro-oeste de Manaus, no dia 15 de setembro do ano passado. Segundo o MP-AM, os policiais tinham a intenção de roubar a droga que o homem possuía.
O corpo de Giovani foi encontrado na Rua Jaithy Chaves, na Colônia Japonesa, zona centro-sul de Manaus com uma cédula de R$ 2 manchada de sangue e com escritas identificando uma facção criminosa.

Durante as investigações, Janilson confessou à força-tarefa criada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) terem sido ele, Dorval, Klebert, Bruno Cezanne e Germano os autores do crime. Ele informou, ainda, que foi Cezanne quem teve a ideia de deixar a célula com a identificação da facção para despistar a ação criminosa praticada por eles.

Do d24

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