Lava Jato: Gutierrez chama até operários para detalhar propina na Arena da Amazônia

Estão avançadas as providências da Andrade Gutierrez para fechar o seu plano de delação premiada (para empresas se chama acordo de leniência) sobre o pagamento de propina em obras em todo o país, entre elas a construção do estádio Arena da Amazônia, em Manaus.

Executivos já afirmaram previamente ao comando da operação Lava Jato que a empreiteira pagou propina a políticos do Amazonas. A promessa da Andrade Gutierrez é detalhar esses pagamentos ao juiz Sérgio Moro, que homologou o pedido da construtora mediante a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Todos os mais de 50 mil funcionários da Andrade Gutierrez vão poder colaborar com informações para que o plano de delação seja o mais completo possível, conforme matéria divulgada nesta segunda-feira, dia 13, no portal do Valor.

“O ‘prazo de adesão por imunidade’ ficará aberto por 200 dias. O funcionário que tiver conhecimento sobre algum tema abordado no acordo de leniência poderá aderir ao acordo e, em função disso, terá imunidade jurídica ­ e, portanto, não será processado”, diz a matéria.

Outra delação

Obras da Camargo Corrêa com o pagamento de propinas também vão ser detalhadas no acordo que assinou com Moro no ano passado. O plano de delação está sendo finalizado.

A maior obra da Camargo Corrêa no Amazonas é a ponte Rio Negro, pela qual recebeu mais de R$ 1 bilhão. A obra foi inaugurada em 2011.

Nas prévias para aceitação do acordo de leniência de suas obras, a Camargo Corrêa reconheceu que praticou cartel, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. A construtora se compromete a devolver, de cara, R$ 700 milhões.

Fonte: BNC

Foto: Divulgação/Secom

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