Legislativo Parintinense debate a realização do Festival Folclórico de Parintins de 2016

Neste dia 25 de maio o Poder Legislativo Parintinense realizou uma Audiência Pública com o intuito de discutir e debater a realização do Festival Folclórico de Parintins de 2016. O debate tratou sobre o anúncio feito pelo Governo do Estado do Amazonas de que não investirá na realização do evento neste ano por falta de recursos e, principalmente, apontou formas de prosseguir com a apresentação dos bumbás.

A discussão foi comandada pelo Presidente da Câmara em Exercício Gelson Moraes (PSD) e contou com a participação da vereadora Vanessa Gonçalves (PROS) e dos vereadores Cabo Ernesto (PEN), Mateus Assayag (PR), Nelson Campos (PRTB) e Rildo Maia (PMDB); da representante da Comissão de Apoio Logístico do Festival, Doutora Sinatra Santos; do Secretário Municipal de Cultura Zezinho Faria; da Secretária Municipal de Planejamento e Administração Eliane Melo; do Bispo de Parintins Dom Giuliano Frigenni; do Agente da Capitania dos Portos, Capitão Tenente Marcelo Barrios; do Delegado do Serviço Militar, 1º Tenente Nilton Puentes; das diretorias dos Bois Garantido e Caprichoso; de representantes de Agências de Viagens e Hotéis; de artesãos, artistas dos bumbás e da população parintinense em geral.

O Vice-presidente do Garantido, Fábio Cardoso, destacou que a agremiação folclórica está com 70% dos seus trabalhos prontos para a apresentação dos dias 24, 25 e 26 de junho. Segundo ele, o evento acontecerá sim, em respeito ao Festival Folclórico e à história do município de Parintins. Fábio Cardoso enfatizou a importância da união de todos os segmentos para a realização de um Festival de sucesso.

O diretor administrativo do Boi Caprichoso, Elias Michiles, lamentou o posicionamento do Governo do Estado do Amazonas, pois o Festival Folclórico de Parintins garante milhões de reais para os cofres do Executivo Estadual. Ele garantiu que o Caprichoso fará sua apresentação artística e folclórica nas três noites do evento, em consideração à cultura do povo parintinense. “Vamos agora dar as mãos, pois os nossos gritos não estão sendo ouvidos. Então, a nossa resposta será a arte que cada um carrega na veia e carrega no sangue, vencendo as adversidades”, frisou.

Os artesãos Gilberto Duque e Kátia Brito ressaltaram o valor dos Bois Bumbás Garantido e Caprichoso, pois eles garantem emprego e renda para muitas famílias. Segundo eles, o Festival deve acontecer anualmente, para contribuir com a economia do município e a visibilidade da cultura parintinense perante o mundo.

O Agente da Capitania dos Portos, Capitão Tenente Marcelo Barrios, informou que a Marinha do Brasil disponibilizará quatro Navios durante o Festival de Parintins, sendo três Navios Patrulhas e um Navio Hospital. Ainda disse que haverá um efetivo maior de pessoal e material para garantir a segurança dos visitantes.

O Bispo de Parintins Dom Giuliano Frigenni enfatizou a necessidade de recuperar a origem do Festival Folclórico de Parintins. “O Festival não é só para os turistas, mas para Parintins também. Então, a nossa arte precisa ser olhada, cobiçada e desejada por todos. O Festival não vai acabar não, mas não podemos mais viver de esmola, e sim do profissionalismo dos nossos artistas”, afirmou.

Ao representar a Comissão de Apoio Logístico do Festival, a Doutora Sinatra Santos garantiu que a cidade de Parintins tem a capacidade de realizar o Festival Folclórico sozinha, porém precisa de um grande aporte de segurança, necessitando do apoio logístico do Estado. Segundo ela, é necessária a criação de uma comissão organizadora do Festival com a participação de todos os segmentos sociais para encontrar mecanismos de reestruturar o evento, em âmbito municipal.

De acordo com Zezinho Faria, Secretário Municipal de Cultura, o Festival Folclórico de Parintins é a identidade cultural e artística do povo amazonense. Assim, afirmou que a falta de apoio do Estado é desoladora. “O nosso dever de casa estamos fazendo, pois devemos ajudar o Festival, o qual faz parte da nossa história”, comentou.

A Secretária Municipal de Planejamento e Administração Eliane Melo disse que nesse momento a criatividade do povo parintinense prevalecerá para garantir o sucesso do evento em questão. “O Festival é um grande evento que movimenta a cidade inteira e é esperado com muita ansiedade, já que é o evento que movimenta a economia do município. Então, esse momento de superação pode fazer com que a festa volte para a nossa casa, porque o Festival é do povo de Parintins”, enfatizou Eliane Melo ao colocar a Prefeitura Municipal de Parintins à disposição de todos.

Para a vereadora Vanessa Gonçalves, autora da propositura, o povo parintinense precisa se envolver mais na realização do Festival Folclórico de Parintins. Com isso, ela disse que os altos valores de passagens aéreas, hotéis, restaurantes e outros serviços devem ser reconsiderados para trazer mais visitantes para o Festival. A parlamentar frisou a importância desse folguedo para enaltecer a arte do povo nos quatro cantos do país e aquecer a economia da Ilha Tupinambarana. “Precisamos mostrar para todos que o Festival é nosso sim e nesse momento quero dizer que nas dificuldades temos que mostrar nosso brilho e nossa força. Vamos mostrar para todos que somos sim um povo criativo, pois amamos a nossa festa”, destacou Vanessa.

Dentre as propostas apresentadas no debate, os participantes enalteceram a importância dos comerciantes, vendedores ambulantes, hotéis, pousadas, restaurantes e demais empresas ligadas ao Festival diminuírem os preços dos seus serviços, para conquistarem ainda mais visitantes e assim aquecer a economia da Ilha. Além disso, pediram o empenho de todos para realizarem um Festival de sucesso.

O Festival Folclórico de Parintins é considerado a maior vitrine da cultura amazonense de todo o planeta e atualmente é visto como o segundo maior evento folclórico brasileiro, desbancado somente pelo Carnaval. Todo ano milhares de turistas se deslocam para Parintins com o objetivo de assistir a este evento que é consagrado como o maior espetáculo a céu aberto do Norte do Brasil, o qual tem em sua história a rivalidade travada na arena do Bumbódromo pelas cores vermelha do Boi Garantido e azul do Boi Caprichoso.

Texto: Mayara Carneiro

Fotos: Júnior Preto

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