Livro do 5º ano do Colégio do Carmo contrapõe vergonha sobre linguajar caboclo

Valorizar expressões do cotidiano caboclo da Amazônia como Olha Já e Pitiú, em sala de aula. Essa é a finalidade do livro “Cunhantãs e Curumins: Poetizando Parintins”, organizado pela professora de língua portuguesa e matemática do 5º Ano 2 do Colégio Nossa Senhora do Carmo, Kelly Cristina Batista de Castro, lançado no sábado (14/12).

A obra objetiva quebrar o preconceito em relação ao linguajar regional. “Observei, em sala de aula, certo preconceito que as crianças tinham em relação ao nosso linguajar, o que nos identifica. Isso me chamou a atenção e fez com que eu trabalhasse com eles. Fomos atrás de leitura de literaturas regionais que colocam bastante essas palavras”, explica.

Os alunos da turma do 5º Ano 2 do Colégio do Carmo puderam aprofundar o conhecimento sobre as riquezas linguísticas dos povos da Amazônia. O livro, constituído por artigos dos estudantes, transmite a mensagem de que “não se deve ter vergonha das palavras ditas na Amazônia, porque isso é identidade”. Os termos caboclos estão presentes do início ao fim da obra.

Durante as pesquisas bibliográficas, os alunos se interessaram em criar o livro, ao notarem a carência de obras em acervo e poucos autores escreverem sobre a região. “Os alunos finalizam um ciclo acadêmico, com a publicação de um livro, e deixam um legado. Eu me sentir motivada a organizar essa obra que vai refletir em toda a vida acadêmica deles”, afirma a professora.

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