Lula pede direito de resposta e “Jornal Nacional” rebate defesa do ex-presidente

Na edição do “Jornal Nacional” do último sábado (12/3), Sandra Annenberg e Alexandre Garcia informaram que a Globo foi surpreendida por uma carta dos advogados Roberto Teixeira, Cristiano Zanin Martins e Rodrigo Azevedo Ferrão, que defendem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que solicitava direito de resposta à reportagem exibida na última quinta-feira (10/3) sobre a entrevista dos promotores de São Paulo em que detalham as denúncias contra o petista.

No documento, os advogados alegaram que o telejornal não procurou a defesa nem o Instituto Lula para se manifestar sobre as acusações. “Isso não é verdade”, rebateu o “JN” em uma reportagem de pouco mais de sete minutos, exibida após a leitura de uma carta da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) contra hostilidades a jornalistas.
O noticiário mostrou troca de e-mails entre produtores da Globo e as assessorias de imprensa do instituto e dos advogados. Também destacou que apresentou na edição de quinta (10/3) notas na íntegra da defesa e do político.
Em nota, divulgada pouco depois da transmissão do “JN”, o Instituto Lula rejeitou o posicionamento da emissora e disse que o pedido enviado pelo jornalista continha um logo da GloboNews, que foi omitido no telejornal. Segundo a Globo, o material recebido por sua equipe é encaminhado internamente para diferentes programas.
“Na parte de sua resposta que foi censurada, Lula recorda que a Rede Globo levou 30 anos para pedir desculpas ao povo brasileiro por ter apoiado o golpe 64, praticando um jornalismo de um lado só ao longo de duas décadas”, diz um trecho do texto.
Para os defensores de Lula, a reportagem do “Jornal Nacional” foi ofensiva ao ex-presidente. Em resposta, o canal afirmou que apenas fez um “relato objetivo da entrevista dos promotores” do caso. “Se os fatos narrados são ofensivos ao ex-presidente, a imprensa não tem nenhuma responsabilidade”, defendeu.
“A emissora não é parte nas investigações a que está sujeito o ex-presidente. Cumpre apenas a sua missão de informar o povo. Respaldada pela Constituição, continuará a fazê-lo, com serenidade, e sem nada a temer”, completou.
Fonte: Portal Imprensa
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