Luta pela vida: Médico parintinense é transferido de RR para SP para se tratar da Covid-19

Gilson Almeida | 24 Horas
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Parintins (AM) – O médico parintinense Marcus Brunner, de 33 anos, está lutando pela. Na tarde desta sexta-feira, 30, ele foi transferido do Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento (HGR) onde ficou internado por seis dias, para o hospital Emílio Ribas, em São Paulo, onde está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para se tratar da Covid-19.

De acordo com o irmão do médico, Marcelo Augusto, no quarto dia na enfermaria do hospital de Roraima, Marcus pediu para ser intubado porque já estava muito mal e, segundo ele, quanto mais precoce esse procedimento for feito melhor para o paciente. “Hoje ele está com três dias intubado. A nossa viagem de Roraima para São Paulo foi super tranquila. Agora ele está sob supervisão de dos médicos de São Paulo e tem um médico parintinense que está dando apoio pra gente, o Dr. Alan Kimura que é anestesiologista, ele que correu atrás dessa vaga, ele que fez essa ponte”, disse.

Apesar do quadro de Marcus ser considerado grave, Marcelo afirma que desde que ele foi intubado está melhorando aos poucos o padrão respiratório dele. “A família decidiu trazer ele pra São Paulo mais por precaução caso ele piore porque é muito comum a pessoa ser intubada e lá pelo quinto, sexto dia ela piorar com tudo. E aqui em São Paulo tem uma equipe bem maior”, informou.

Marcus Brunner é formado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e atua atualmente na área de ortopedia no HGR, em Boa Vista, no estado de Roraima, onde de médico da linha de frente passou a ser paciente.

Um grupo de médicos denunciou para um portal de Boa Vista a falta de equipamentos hospitalares na unidade para tratar os pacientes e afirmam que tiveram até que se reunir para comprar mais de R$ 10 mil em insumos para o hospital.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que Marcus estava sendo assistido na UTI do HGR, por uma equipe multidisciplinar.

E por meio da Coordenadoria Geral de Assistência Farmacêutica (CGAF) esclareceu que os materiais, entre seringas e tubos estão sendo disponibilizados para as unidades hospitalares.

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