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Madrugada violenta: Pecuarista conta momentos de luta para defender a vida e a irmã

Foto: Gerlean Brasil

Por Gerlean Brasil

Parintins (AM) – A madrugada de sábado, 05 de dezembro, deixou traumatizado o pecuarista Manoel José Ribeiro, 66 anos, que travou luta corporal contra um dos assaltantes para proteger a própria vida e a irmã, Maria do Carmo Simões Ribeiro, 84 anos. Com lesões corporais na cabeça, nos braços e nos pés, a vítima relembra quando brigou com dois homens, um magro, acompanhado de outro vestido com colete de mototaxista, que se encontrava armado com um revólver, quando teve a residência arrombada na Vivenda João Ribeiro.

Manoel Ribeiro conta que acordou por volta das 1h10 com os latidos insistentes dos cachorros e viu a irmã na varanda da casa, cercada por grade de ferro, com a luz acesa, porque teria visto uma pessoa sob o jambeiro. O pecuarista desligou as luzes da residência e, ao se orientar pela luz do luar, percebeu dois indivíduos no portão da propriedade em direção à residência. Em questão de poucos minutos, a dupla chegou à casa e conseguiu, com muita força, quebrar a solda do engate do cadeado do portão, para adentrar no ambiente interno.

Local da residência onde houve luta corporal

Surpreendido por um homem magro no portão de ferro da casa, o pecuarista agiu rapidamente e saiu da varanda com a irmã. “Eu corri trazendo minha irmã para dentro de casa, porque o portão estava no cadeado. Botei ela para dentro e quando puxei a porta, antes de eu trancar, a porta levantou. A ‘porrada’ foi segura. Eu amassei a porta para baixo, mas a porta caiu do trilho, porque eles eram dois. Foi quando eu me atraquei com o mais magro que estava na frente e não tinha arma na mão”, descreve.

Enquanto Manoel Ribeiro lutava com um, o segundo elemento usou a arma para desferir coronhadas, uma delas quebrou o couro cabeludo da vítima. Ambos em briga já no chão, o pecuarista ouviu um disparo e o primeiro indivíduo, mais magro, o largou. O tiro, de acordo com Manoel Ribeiro, fez a dupla de assaltantes evadir às pressas do local. “Foi quando eu gritei. Chegaram minha sobrinha e o marido dela. Minha irmã, mesmo nervosa, conseguiu chamar outra sobrinha e o marido que me levaram para o hospital”, revela.

Porta da casa foi arrancada com violência da ação

O pecuarista conta que temeu pela vida. “Pensei muito na minha vida, porque eu sabia que tinha um com revólver. Foi por isso que eu pulei com ela para dentro, achando que estava em segurança, com tudo trancado e eles pro lado de fora. Mas foi tudo diferente, arrombaram e entraram. Graças a Deus, eu estou vivo. A intenção e o foco eram aqui, porque ladrão quando vê a luz ligada cai fora. Estavam tão seguros do que queriam fazer, não tiveram medo e vieram. Eu não tive medo, me agarrei com ele, porque precisava defender minha irmã”, afirma.

Investigação

O delegado de Polícia Civil, Adilson Cunha, determinou a investigação do caso para identificar e prender os autores da tentativa de latrocínio. O investigador José Maria Castro enfatizou que a Polícia Civil intensifica a apuração. “É um fato que chamou bastante a atenção da sociedade. O delegado pediu investigação detalhada para que a gente possa tirar de circulação esses suspeitos. O caso pode se configurar como tentativa de latrocínio, devido à violência. Antes do final de semana, devemos fechar a investigação e apresentar os acusados”, apontou.

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