Mãe além do útero: O amor e generosidade que envolve uma adoção

Claúdia Santos conheceu o filho aos três meses, mas só um tempo depois recebeu o presente em definitivo, como tanto queria (foto: Aguilar Abecassis)

Adotar um filho que foi gerado fora do seu útero, amar, cuidar e ser responsável por alguém que sequer viu nascer. Assim bate o coração de uma mãe que recebeu seu filho depois de meses, e até anos de espera numa longa fila, cheia muitas etapas.

Foi o que aconteceu com a assistente administrativa e dona de casa, Claúdia Santos de 41 anos. Ela não pode engravidar e sempre transferiu esse amor armazenado no peito para sobrinhos e afilhados.

Em outubro de 2010, ela e o marido deram entrada ao processo de adoção e depois de oito meses foram declarados habilitados para adoção. Claudia queria ser mãe de uma menina, mas não fez muitas exigências, a vontade de ser mãe era maior.

Em maio do ano passado, Claúdia recebeu a notícia que havia uma criança com perfil desejado para ela e o marido, só não era uma menina como ela queria. “Eu lembro que a assistente social falou -‘sei que vocês queriam uma princesa, mas nós temos um príncipe, quer conhecer?’- não pensei duas vezes, disse que queria na hora”, lembra Claudia que quis ir ao abrigo no mesmo dia, mas teve que esperar. “nem dormi à noite, só pensando em como ele seria, como era o rostinho dele”.

Para a surpresa de Claúdia, o ‘príncipe’,  ela já havia conhecido no abrigo, quando ele ainda era um bebê de apenas 3 meses de idade, durante as visitas que ela fazia. “Quando eu bati o olho nele, lembrei que no dia que conheci o abrigo  ele era um bebê que tava chorando e uma voluntária veio pegou ele no colo para dar de mamar, e eu fiquei encantada com ele, nem sabia que tempos depois ele ia ser meu filho”, se emociona ao contar.

Feliz demais

Claúdia, está a dois anos como mãe oficial do pequeno Pedro*(nome fictício) e não consegue descrever a felicidade que o ter o filho nos braços. “Só consigo dizer que é um amor enorme”, diz ela, que já planeja entrar na fila novamente . “Ele pede uma irmazinha”, finaliza.

Passo a passo para adoção segura

Passo 1: Através de um defensor público ou advogado, é necessário dar entrada ao processo na ação de habilitação à adoção apresentando documentação necessária.

Passo 2: Uma visita com um assistente social será marcada para preenchimento de questionário socioeconômico e avaliação do ambiente onde a criança vai viver.

Passo 3: Atendimento psicológico para avaliar a capacidade e preparo dos futuros pais.

Passo 4: Os relatórios serão encaminhados ao Ministério Público e depois ao Juiz.

Passo 5: Enquanto a sentença não sai, é necessário participar de um programa com preparação psicológica, orientação e estímulo a adoção de crianças independente de cor, problemas de saúde e grupos de irmãos.

Passo 6: Após o cumprimento dos pré-requisitos o juiz avaliará e dará a sentença, habilitando ou não para adoção

Passo 7: Com a habilitação aprovada, o futuros pais terão seus nomes incluídos no Cadastro Nacional de Adoção e poderão visitar abrigos existentes.

Passo 8: Caso haja uma criança dentro do perfil escolhido, dependo da posição na fila de espera dos pais, estes serão convidados a conhecer a criança.

Passo 9: Será iniciado um estágio de convivência entre pais e criança, com prazo determinado pela justiça e com acompanhamento do juizado.

Passo 10: Após o estagio de convivência, o juiz avalia e dá sentença para a adoção da criança, cancelando o registro anterior e emitindo uma nova Certidão de Nascimento com os nomes dos pais e sem referencia algumas obre a adoção.

Do Acritica

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