Materiais alternativos dão ‘vida’ à Romaria das Águas e Andor de Nossa Senhora do Carmo

Por Gerlean Brasil | Especial para o Parintins 24 Horas

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Com matéria-prima extraída da floresta ou materiais reciclados, a cenografia da Romaria das Águas e o andor da Festa de Nossa Senhora do Carmo ganham forma. Nas mãos dos artistas parintinenses, folhagens, fibras e papéis reaproveitados, por exemplo, se transformam em obras de fé. A Romaria das Águas é um dos momentos mais esperados na Festa do Carmo, no dia 14 de julho. Já o Andor de Nossa Senhora é preparado para ser cortejado por uma multidão de fiéis na procissão no dia 16 de julho.

Para o coordenador desses trabalhos artísticos, Juarez Lima, o tema da Festa de Nossa Senhora do Carmo, em 2019, “Maria, Mãe dos Povos da Amazônia”, e o lema “Fazei Tudo que ele vos Disser” é um chamado de Deus para uma consciência ligada ao meio ambiente, à preservação do patrimônio maior da cultura ancestral, ao cuidado e ao reconhecimento do valor das pessoas.

“Que possamos usar, como instrumento, a nossa arte para a divulgação desses valores, mas acima de tudo, o que realmente vamos fazer, de verdade, para o meio ambiente, como a igreja se empondera disso, já isso há muito tempo, como manter uma consciência ambiental para que nós possamos, através da festa, mostrarmos no andor de Nossa Senhora do Carmo e na Romaria das Águas essas potencialidades que existem na Amazônia. São as folhagens, as fibras e papeis reciclados”, explica.

Os materiais, muitas das vezes lixo dentro de casa, são ricas matérias-primas, instrumentos de divulgação e de consciência. “Esse é o nosso papel como artistas do Caprichoso e do Garantido que nos juntamos todo ano para fazer essa peregrinação da fé de gratidão à Deus. Aqui, esse ano, temos Sorin, o Emerson, Zulu, Nonoca, Gereca, Jucelino, Cebola, Nildo, fora os voluntários, todos abnegados, devotos de Nossa Senhora do Carmo que fazem esse tributo à nossa matriarca mãe”, destaca Juarez.

Ao atender ao chamado de Deus, o artista retribui o dom recebido, nesses anos todos. “A vida sempre é um recomeço. A gente precisa compreender que a Festa de Nossa Senhora do Carmo é um chamado. O que você usa de inteligência e de capacidade no festival a gente retorna com gratidão em fazer algo que possa renascer um sentimento. É um chamado para todos nós que moramos em Parintins, moramos no coração da Amazônia. Nossa Senhora costuma sempre nos abençoar e nos inspira. A gente, gratidão, faz essa humilde obra para agradecer pelo livramento, sabedoria e capacidade para renascermos”, declara.

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