Médicos cubanos reforçam combate à Covid-19 em mais de 17 mil indígenas no Dsei Parintins

Foto: Divulgação

Parintins (AM) – Os médicos cubanos Edgar Martinez Morales e Lázaro Dortico Cespedes compõem a equipe do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Parintins para reforçar o enfrentamento ao coronavírus nos povos Sateré-Mawé e Hiskaryana. Os profissionais, especialistas em Atenção Primária, têm experiência na saúde indígena no Amazonas.

Edgar Morales já atuou por um ano e três meses no Dsei/Parintins. Lázaro Cespedes trabalhou pelo mesmo período no Dsei Manaus. Os dois cubanos chegaram na semana passada para complementar a saúde indígena que conta com 13, dos quais 11 são brasileiros. Assim, todos os polos base do Dsei Parintins estão assistidos por um médico.
Ao longo da semana passada, Edgar Morales e Lázaro Dortico Capales participaram do acolhimento realizado pelos núcleos, setores da instituição do Dsei, assim como tomaram conhecimento da estrutura, situação epidemiológica e atuação das equipes, nos municípios de abrangência da saúde indígena no Baixo Amazonas.

O coordenador do Dsei Parintins, José Augusto de Souza, o Nenga, explicou que os profissionais haviam trabalhado na saúde indígena no Amazonas, mas agora retornam para contribuir, especialmente, com as estratégias adotadas no enfrentamento à Covid-19, junto aos mais de 17.200 indígenas na área do Baixo Amazonas.
Os profissionais são uma aquisição da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde. “A chegada desses médicos só vem a somar aos nossos esforços. Agora, nós temos um médico para cada Polo Base. Isso deu um salto de qualidade no nosso atendimento, foi uma luta muito grande da nossa coordenação”, destacou Nenga.
José Augusto ressalta também que as estratégias adotadas pelo distrito tem mantido o Dsei/Parintins com o menor número de casos positivos entre os 7 Dsei’s existentes no Estado do Amazonas. Desde o início da pandemia, em março, foram 79 casos positivos, 02 descartados, 71 recuperados, 04 ativos em tratamento e apenas 04 óbitos.
“Os profissionais chegam em um momento muito importante de enfrentamento à Covid-19, em que a pandemia ainda avança para as terras indígenas. Nós precisamos de médicos que já tem essa experiência de trabalhar no Dsei, com saúde indígena, que vão somar muito com as equipes que já formamos”, afirmou o coordenador do Dsei Parintins.
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