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Ministro do TSE rejeita tentativa da ALE de tirar do povo a escolha do novo governador

Decisão do ministro Luís Roberto Barroso, de negar o recurso, foi divulgada nesta sexta-feira (Foto: EBC)

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso negou recurso da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) que pedia a realização de eleição indireta, sem o voto dos eleitores do Amazonas e apenas com os votos dos 24 deputados estaduais, para a escolha do novo governador, após a cassação do ex-governador José Melo (PROS) e o vice, Henrique Oliveira (SD), por compra de votos.

O presidente interino da ALE, deputado estadual Abdala Fraxe (PTN), ingressou com o mandado de segurança no TSE questionando a decisão de Justiça Eleitoral de realizar uma eleição direta para escolher o novo governador do Amazonas. A ação de cassação do governado e do vice foi proposta pela coligação adversária ‘Renovação e Experiência’, que tinha como candidato o atual senador Eduardo Braga (PMDB).

Na prática, o presidente da ALE  quer tirar do eleitor do Amazonas o direito de escolher o novo governador do Estado. A intenção é suspender a eleição já marcada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e entregar nas mãos  deputados estaduais o poder de substituir os 2,2 milhões de eleitores do Estado. “Queremos apenas que se cumpra a Constituição Federal. O governador deve ser escolhido de forma indireta pelos deputados, de acordo com o que determina a legislação”, alegou Fraxe.

A última eleição indireta para governador do Amazonas foi em 1978, na ditadura militar. O partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), elegeu, primeiro, o governador José Lindoso, o vice-governador Paulo Nery. Antes, em 1966, também na ditadura militar   e por  eleição indireta, foram escolhidos o governador Danilo Areosa e o vice-governador Rui Araújo.

Do d24

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